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#19 As habilidades do Personal Trainer moderno | Com Prof. João Paulo da Silva - JP Lima

Atualizado: 29 de abr. de 2021


Leonardo Farah:

Muito boa noite! Sejam todos bem-vindos ao Personal Empreendedor! O programa destinado aos profissionais que atuam neste assunto como personal trainer. Que desejam imergir esse universo do empreendedorismo, né? Antes de mais nada, colabora com a gente, se inscreva no canal e ativa a notificação, toda semana a gente tem um convidado especial para compartilhar sua maneira de empreender dentro da Educação Física, mais especificamente como personal trainer. E essa semana a gente tem uma reflexão do Bill Gates: “o modo como você reúne, administra e usa suas informações, determina se você vencerá ou perderá”. E é isso aí! Nosso convidado de hoje...tamo aí, né? Então a gente vai curtir bastante. Vamos debater bastante, vamos sair da caixa né? Sobre os requisitos para um personal trainer. Que tipo de personal trainer eu posso ser? Como que um personal trainer pode vender? Enfim, as habilidades do personal trainer moderno, e o currículo dele, né? Graduado Educação Física, ele foi gestor de academia, palestrante, treinador de equipes de musculação de alta-performance, coautor do livro Personal Dez Mil, criador do Projeto Personal Expert, mentor de carreira para personal trainer. Estamos aqui com JP Lima! Seja muito bem-vindo, JP Lima, nessa casa que seja muito agradável esse momento conosco! Boa noite!


JP Lima:

Muito, muito boa noite, Leonardo Farah! Cara, muito obrigado aí pelo convite! Boa noite ao Fausto Porto, ao Antônio. Fico muito feliz aqui de poder compartilhar um pouco né, da minha vivência, do meu aprendizado e ajudar aí, o nosso, a nossa profissão aí, a poder entregar um rumo melhor é que possa ir ajudar esse pessoal a conquistar o seu espaço e, no fim das contas, me ajudar a transformar a vida das pessoas e a deles mesmo. Muito feliz!


Leonardo Farah:

Maravilha! Boa noite, Fausto! Tudo bem?

Fausto Porto:

Boa noite! Boa noite a todos! Aí, realmente novamente um encontro né? E aí, o pessoal já veio me pedindo aqui para vir pegar e perguntar bastante para esse rapaz aí porque ele tem muito a acrescentar, né? Dizem aí que ele tem um segredo tanto da atuação física como digital, o que nós vamos tentar descobrir essa noite aí com ele, né? O que eu acredito que vai ser um grande aprendizado.


Leonardo Farah:

Maravilha! Boa noite, Professor Antônio! Tudo bem?


Professor Antônio Beira:

Boa noite! Tudo bem com vocês? Certinho? Deixa perguntar uma coisa, hoje você está falando sobre Hard Skills e Soft Skills, JP?


[RISOS]


JP Lima:

Já começou pesado, hein? A gente vai ajudar o Personal, a gente vai discutir aqui um pouco das habilidades que ele precisa para desenvolver na sua carreira um negócio, é.… porque no fim das contas a gente estuda, ele estuda se forma e é jogado para o mercado. E aí é o que acontece com a maioria e a grande parte ainda não têm a visão de que atuar como personal trainer é um negócio que exige uma veia empreendedora. Porque eu vou atuar só, e aí por não saber atuar nesse mercado, porque ele teve uma formação acadêmica em um olhar simplesmente acadêmico. Não tô dizendo que isso é ruim, mas ele precisa de novas habilidades termina aí a situação que tá o mercado hoje. Pessoal não sabe vender, não sabe como conseguir novos alunos, existe uma briga entre profissionais, uma guerra de ego também, existe ... a carreira do profissional de educação física, eu acredito que existe muito mais desafios a se resolver do que vitórias em si, grande vitória nós temos, mas existem muitos desafios aí, onde ele precisa realmente aprender essas novas competências para poder se destacar no mercado e, no fim das contas, a gente ajudar a nossa população aí, que sofrem altíssimo grau de obesidade, problemas de coração e várias outras ansiedades, depressão. E esse aumento crescente de ansiedade e depressão é um indicativo para gente, cara, é mais um mercado onde a gente pode atuar isso dessas pessoas a reduzir seus níveis de stress e ter uma vida mais saudável, mais digna. É isso.


Leonardo Farah:

Perfeitamente! Ainda mais no meio dessa pandemia, aí a gente tem que aprender a boa parte a contragosto a imergir nesse modelo até do Industrial 4.0 né, outro dia a gente teve um programa sobre o Personal 4.0, e a questão é esse personal moderno, ele, precisa tá realmente inserido nesse universo 4.0?


JP Lima:

Com certeza, com certeza, tudo evolui a gente não pode continuar na mesma. O mercado o praticamente da nossa formação, praticamente não mudou o currículo, não mudou, né? Algumas faculdades ainda têm lá empreender empreendedorismo, alguma cadeira assim, mas pelo que eu vi, pelo que eu pesquisei, ainda aqueles... o cara que vai ensinar sobre empreendedorismo, por exemplo, ele não é um empreendedor então é muito teoria, e sem prática. E aí não tem como tudo evoluiu, todas as profissões que começam a evoluir, a gente não pode ficar para trás. Se a gente... a nossa formação, ela tem um modelo, ainda da... primeira... esqueci a palavra agora ... fugiu a palavra aqui... que é uma formação em série: é isso aqui, empurra! Tem essa turma aqui, empurre! Vai né, e vai jogando a gente no mercado. E aí eu lhe dou o problema né, Leonardo... vamos lá, vou pegar um pouquinho sobre minha experiência: entrei na faculdade, na maior dificuldade, vim de uma família muito humilde, não é? E, por vim de uma família muito humilde, e acredito que tem uma grande parcela da população que estuda educação física, que tá na faculdade, tá ... Posso estar errado, mas é aquele que é o grande parcela a gente veio de uma família humilde e a mentalidade da gente é diferente, a gente cresce com a mentalidade que, “estude, né? Arrume um bom emprego, né? É como Robert Kiyosaki fala né, “estude, arrume um bom emprego, né? Carteira assinada, vai trabalhar e tal, e a gente entra com essa mentalidade na faculdade: “eu estudo, não é? E o qual é a primeira coisa que a gente pensa? Em ir para academia e, lógico, é a base nosso está já está já na academia, mas ok, mas pouquíssimos pensam: “eu vou abrir uma academia”, né? Pouquíssimos pensa assim, então a gente pensa logo em ir para uma academia, e quando eu entro na academia, eu entro, lógico, com a cabeça de um empregado, o modelo mental que eu tenho aqui, que eu aprendi, que eu desenvolvi, aprendi com os meus pais e a região onde eu moro, os meus amigos, é esse modelo. Eu entro, faço a minha atuação, eu recebo aquele dinheiro final do mês, e eu entro nesse ciclo. Em alguns começam a despontar que ele começa é dele mesmo aquele, aquela coisa do intra-empreendedorismo, ele começa a empreender mesmo como empregado, dentro da academia, ele começa a empreender, ele começa a se destacar, mas a grande maioria, não! Se entrar dez alunos aqui eu atendo, se entrar 20 alunos eu atendo aqui, se entrar um aluno... se não vem nenhum, eu tô aqui do mesmo jeito, final do mês eu tenho o meu! E aí, eu quando entrei na faculdade, e saí comecei a estagiar, a cabeça era mais ou menos assim, mas eu percebi e senti a necessidade que, cara, tá faltando aqui, mas eu não tá legal isso aqui, não estou gostando, eu não sei atender, o coordenador vem todo fim de semana aqui, junta os professores e aí reclama, reclama, reclama sobre atendimento. P****! Eu não sei atender, então não sei atender, estão reclamando que eu não sei atender, realmente as pessoas, não, a gente não aprende sobre atendimento, sobre relações, né? Eu não sei atender, vem o aluno fala comigo: “eu quero saber preço, quero saber o plano”. Eu não sei me vender, isso acontece com uma grande parcela dos nossos colegas de profissões, né? E aí quando eu penso em que ele divulgar meu serviço eu não sei. Então senti muito essa necessidade, sabe, Leonardo? Eu senti muito, eu vi algo errado, pera aí! Se eu quero ser é um cara bom em biomecânica, o que é que eu faço? Gosto da biomecânica, vou pesquisar, vamos fazer curso, eu vou me atualizar, então eu vou ser um cara bom e biomecânica. Legal! Se eu quero estudar fisiologia, ser bom em fisiologia, vou me aprofundar em fisiologia. Se eu quero ser um profissional de sucesso, ajudar pessoas, ganhar meu dinheiro também, porque eu também tenho minhas contas para pagar, meus boletos, eu tenho sonhos e, para realizar esses sonhos, eu preciso de dinheiro; quero ter um bom carro, quero viajar, quero ter uma boa casa. Eu preciso melhorar! Então eu senti que a faculdade não me preparou para isso, não me preparou para atender, eu fui preparado para ser um professor de musculação, um empregado e um bom empregado. Foi que eu fiz? Eu comecei a buscar conhecimento em outras áreas. Então eu fui fazer algum curso de atendimento, tinha várias pessoas de outras áreas lá, e tava o JP ali, nada a ver, né? Professor de musculação no atendimento? Como assim, né? As pessoas até não digerem bem isso. Olhavam para mim estranhamente. Não, não com preconceito, mas, pô, como assim? Você tem que fazer isso também? Tava JP em curso de venda, estava JP em curso de marketing, em gestão. E aí eu vi que cada vez mais eu tenho que me aprofundar nisso até que eu cheguei no ponto principal, Leo. Posso chamar de Léo, né? Até que eu cheguei no ponto principal, cara: pera aí eu tô trabalhando com pessoas, e nem sempre é treino! Tô... todo mundo com essa... eu acho que até vocês passaram por uma situação de que o aluno chegou para treinar com você e não treinou, ele queria conversar, queria desabafar, e isso é clássico, né? Ou já aconteceu comigo, ou com algum amigo meu, então eu percebi isso também: “pera aí, tem aluno que chega aqui e a gente uma relação profissional, né? Cliente! Não é? Cliente... cliente e prestador de serviço, e eu tenho que me adequar a isso também. E aí eu fui buscar estudar um pouco mais sobre coach, sobre comportamentos, fiz uma formação em coaching, achei bacana, e trouxe esse conhecimento para minha área. Quando comecei a utilizar todo esse pacote, não é, o aprender um pouquinho de Vênus, aprender um pouquinho de Marte, a gestão, principalmente gestão financeira, cara, né, gestão financeira se eu perguntar, para se tiver cem personal trainer aqui, “quanto que você ganhou no mês passado? ” Ele pode até responder, mas se eu perguntar “quais foram seus cursos mês passado? ” Eu arrisco dizer que, mais 90 por cento não sabe, né? E aí eu senti que isso começava a pesar na minha na minha carreira, coisa que vai me incomodando, né, eu fui buscar conhecimentos em livros, e aí eu cheguei a esse ponto, é isso eu estou no ramo de pessoas, e eu como personal trainer, eu estou atuando sem patrão eu sou meu próprio patrão, tem algo que eu quero fazer por mim. Eu tenho que vender meu serviço, eu tenho que divulgar meu trabalho e para isso que preciso dessas competências. A partir da hora que eu começo a ver mais sobre isso foi como começou a minha carreira deslanchar mais. E aí, de repente, estava eu lá na sala de musculação, né, sem tempo para almoçar, sem tempo para nada! Um aluno um atrás do outro... um aluno um atrás do outro... um aluno um atrás do outro... lotado, quase 30 alunos de personal. E aí eu vi os meus companheiros lá da sala de musculação para ver se ela tem algum aluno, não é, sofrendo, sem dinheiro chegar na academia o sapato rasgado. Já cheguei a comprar um sapato para um personal, ele nem sabia, eu vi o número dele comprei um tênis para ele, “toma, cara”, né, para o cara se apresentar melhor, é, às vezes o cara não se apresenta melhor porque não tem condições, eu comprei, eu quis ajudar o cara. E aí “faz isso aqui, pega essa estratégia aqui, faz isso aqui’, de repente estava com mais alunos, né? E aí vinha outro personal falar, “né cara, que que tu tá fazendo que tá cheio de aluno? ”, “ah, faz isso aqui”. Ele fazia lá: mais alunos. E aí eu fui vendo que esse negócio, cara, eu gostei de ajudar as pessoas, e aí eu peguei chamei vários amigos meus, juntei cinco amigos se eu não me engano: “Senta aqui, vamos fazer a reunião um dia aí para gente conversar sobre negócios” “bora” a gente marcou, pegou uma tarde inteira eu conversando de negócio com eles, a partir dessa reunião comecei a formular o meu modelo de mentoría presencial. Mas o que eu percebi, que todas as pessoas que e conseguiram aplicar o que eu apliquei, replicaram né, conseguiram novos alunos. Cara, eu fiquei muito feliz com isso eu vibro quando chega um aluno para mim, um personal: “JP cara, eu consegui mais dois alunos”, cara eu vibro muito com isso, né? Foi que eu vi, cara isso aí dá um bom projeto, não é? E aí eu quando eu fui para o papel: O que é que... quais são essas habilidades que o Personal Trainer hoje precisa em relação ao personal trainer no passado? É o que a gente chama de Old School, eu falo Old School sem pejoração nenhuma, nada! Old School porque é uma galera muito na ciência, muito top! Agora imagina o cara old school com essas novas habilidades é um cara desse muito bom aí, e ele aprende a vender. Porque olha só, eu conheci várias pessoas há um tempo, muito bons tecnicamente, mas muito bons mesmo, mas não tinha aluno, eu conheci professor de musculação que era fenomenal e fisiologia, o cara era para ficar fazendo mestrado e tem um perfil muito acadêmico, mas na sala de musculação ele não era muito bom, e essa necessidade que eu senti e aí foi que começou o projeto Personal Expert, que eu desenvolvo no Instagram, né? Para quem não me segue peça lá o _expert. E, quais são essas habilidades, Léo? E se deixar aqui, Léo, eu vou falando, também sou igual a parte do forno, tá, deixar a gente amanhece aqui, cara, se quiser me interromper, ou Fausto, ou o Antônio, aí, cara, pode ficar à vontade, tá?


Leonardo Farah

Você é a estrela hoje. Fica tranquilo.




JP Lima:

E aí pronto! Foi o que eu fiz. Comecei a estudar, como eu vi que funcionou, cara, aprender mais sobre vendas, funcionou aprender mais sobre Marketing, funcionou aprender sobre essas outras competências, eu comecei aprofundar mais, e foi aí que eu comecei ajudar o pessoal, como eu falei, juntei a turma, e juntei uma, vez juntei duas vezes, juntei cinco vezes, é um grupo de personal trainer gratuitamente, e conversando discutindo modelo de negócio com eles, o que fazer, o que não fazer, o que não vender, o que eu vender, como se divulgar, todos eles, todos eles, cem por cento que colocaram em prática tiveram um bons resultados, e aí desse modelo aí surgiu o projeto Personal Expert, em 2017. Se eu não me engano já foi de 2017, E quais são essas habilidades? Primeira coisa: gestão. A gestão e quando se fala em gestão para o Personal Trainer, o que é que as pessoas logo pensam? Uma planilha, né, programas e programas, e um monte de coisa complicada, livros e balanço gráficos, matrizes, cara, não precisa disso! Tudo para gerir a carreira é simples, eu preciso conhecer algumas ferramentas? É legal conhecer algumas ferramentas, mas não precisa dessa complicação que as pessoas acham, é simplesmente eu ter minhas metas, é simplesmente eu chegar aqui e fazer um uma penalização da minha carreira, por exemplo, o aluno e contratou, que é que eu faço? Faço uma varredura, uma avaliação com ele, por quê? Eu vou diagnosticar os pontos fortes, pontos fracos, o que eu preciso melhorar, junto a isso com o objetivo desse cliente, é que ele quer, eu vou montar um programa de treinos para ele é meu dizer vamos um ano. Ou seja, eu programei um ano da vida do meu aluno, com metas específicas, eu sei que daqui a 3 meses ele vai ter que bater essa meta, daqui a seis meses é essa meta. Eu programo a vida os meus alunos e não programo a minha, eu sei que o onde eu vou chegar com o meu aluno no final do ano, mas eu não sei como eu vou estar no final do ano. Então são ferramentas simples né, Smart, por exemplo, tem tantas ferramentas legais. No fim das contas, o que é que eu quero da minha vida? O que eu pensei “eu quero isso, quero x”, beleza, legal! Daqui a cinco anos onde é que eu quero estar? Isso eu vi no YouTube, isso eu vi em livros “daqui a 5 anos eu quero tá em tal lugar”, Ok, “daqui a dez anos quero isso”, como eu quero ser reconhecido em toda a trajetória minha carreira? “Eu quero x”, para cada ponto desse aqui, quais são as ações que eu preciso fazer? Quais são as habilidades que eu preciso desenvolver para estar onde eu quero daqui a dez anos? “ah, eu preciso resolver isso”, “ah, para eu ter esse reconhecimento na minha carreira, eu preciso disso, disso e disso”, então já começa daí o meu modelo de gestão, Léo, Fausto e Antônio, é esse! É sentar, é ter clareza enfim do que eu quero, é que eu quero é isso, beleza, OK, e vou transformar isso em pequenas metas, daqui a seis meses eu tenho que estar aqui e isso a irrecusável, isso é indiscutível, tenho que está aqui o que é que eu preciso legal, é vendas? Então tem que estudar vendas, é marketing? Então tem que estudar marketing. Primeira coisa gestão, eu saber gerir minha carreira e chegar aonde, e planejar chegar onde eu quero. Quando eu falo de gestão também, eu falo de Finanças. E aí remédio da história que eu venho falando, eu falei no início, a gente vê em boa parte da classe dos personal trainer, vem de classes humildes, né? E a gente é um modelo financeiro mental de acordo com a família da gente de acordo com a nossa região, quantas famílias no vivem apertadas financeiramente em dívidas no cartão de crédito? E quantas pessoas a gente conhece que cresceram no meio desse e continua dessa forma, por quê? Por mais desconfortável que seja está endividado esse, essa é a zona de conforto dele, então percebi também que eu precisava me adequar isso, e o Personal Trainer quando começa a ganhar dinheiro, conseguiu um aluno, dois alunos, três alunos, podem começar a ganhar dinheiro com porque a gente cresce em pensando em ganhar um salário mínimo, e aí quando eu chego, você ganha R$2000, ou você cresceu em uma família que sustentou com o salário mínimo três, quatro filhos, ter R$2000, cara, eu comecei a ganhar R$2000 eu me achei, tá, tô bem para caramba! Doi mil! Minha mãe sustentava uma família com três meninos, mais a minha avó, com menos de um salário, que eu ganho 2000 tava bem! Foi aí que eu me vi endividado no cartão de crédito. Então tudo isso tem que ser repensado, tudo isso tem que ser passado para esse pessoal, para saber que ganhar dinheiro é legal, essa imagem que você acumula dinheiro, investir, pensar na sua aposentadoria. Outro ponto que eu chego aqui, e a galera não pensa, é na aposentadoria, quando vem pensar na aposentadoria como estavam seus 35 anos 40 anos. Caramba! Como é que eu vou me aposentar? Mas como ele vai se aposentar se durante a vida toda dele, ele foi autônomo e pagou nada, um MEI, uma previdência privada, nada, nunca pagou nada. Como que o cara vai se aposentar? Então tudo isso tá dentro da minha gestão, é muita coisa, se deixar aqui vai embora. Tudo isso tem que ser repensado: eu vou me aposentar com que idade? Quanto que eu preciso juntar e investir? Eu fui buscar sobre investimento também, eu sou investidor, aprendi sobre investimento, porque comecei a ganhar dinheiro como personal; o que vou fazer com esse dinheiro? Só botar a poupança? Eu vi e li um livro que, poupança não era tão legal, existe outras formas melhores de rentabilizar o meu dinheiro, então comecei a estudar mais sobre investimentos, dentro... eu tenho ou tem um projeto chamado Clube do Personal, dentro do Clube do Personal, é um dormitório aí só por volta de cem personal trainer, eles aprendem sobre investimentos, tem lá modelos lá para seguir, comprar ações, renda fixa, renda variável, porque isso é muito importante. Por quê? Porque o cara é autônomo, ele vai ser empregado de uma academia pelo resto da vida. Quem que vocês conhecem que se aposentou como professor de musculação? Com 65 anos de idade. Alguns anos atrás podia até ter hoje e amanhã é que não vai ter mesmo, ou não quero chegar no seu uma idade aqui ele precisa de muito de segurança, porque vai ter filhos, vai ter todo o um ... casa para sustentar, um monte de custos, aí para poder manter um padrão de vida para família, ele vai ser demitido nos seus 40, 40 e poucos aos, vai ser demitido da sua sala de musculação, e aí vai ser demitido na sala de musculação, e aí vai fazer o quê? Como é que eu vou conseguir novos alunos? Se eu tinha a segurança de um salário fixo todo mês, eu tinha o meu décimo terceiro. E aí, como é que eu vou me aposentar? Por isso que ele também tem que desenvolver conhecimentos sobre investimentos. É autônomo! Isso é só habilidade que o personal trainer hoje precisa devolver, ele tem que aprender também como fazer o dinheiro dele trabalhar para ele. Eu fui buscar... Então eu sou muito louco, né? Eu sou muito louco, JP no meio de investimento, JP aprendendo vendas, JP aprendendo marketing é o que eu senti essa necessidade vi que essa necessidade do personal. Então, a primeira coisa: gestão. Ele precisa gerir a carreira, não só carreira, a vida dele, não é? Assim como ele gere o treino dos alunos, têm todo uma programação, e programar a vida dele, não é? Conhecer também sobre Finanças, conhecimentos básicos para poder utilizar bem o dinheiro, como eu falei a gente aí na formação, a gente cresce uma família onde o modelo mental é ruim, e quando a gente começa, a ganhar dinheiro a gente percebe que começa a se enfiar em dívida. E a gente não entende, a gente acha que a melhor coisa fazer com o dinheiro é tu botar em poupança. Não, tem outros investimentos mais rentáveis, beleza, OK? Próxima coisa, ele tem que aprender: que tem que ser bom de vendas, um empreendedor que não sabe vender, eu acho que, talvez, não dê certo, eu pelo menos, todo empreendedor que eu conheço, são pessoas boas de vendas, ou se ele teve uma ideia muito legal, tem alguém muito bom de vendas ao lado dele, mas não tem como dissociar uma carreira de personal trainer, se ele não sabe vender, e vender tá muito mais atrelado a quem está do outro lado, a pessoa está lá, e não a mim, lá o meu serviço em si, tá muito mais relacionado outra pessoa, porque nós estamos no ramo de pessoas. O exercício físico ou a ferramenta que utilizo, eu utilizo, acha legal, vai levar esse aluno ao objetivo, é que eu sou competente, mas eu tenho que entender de pessoas, porque, por trás daquela pessoa existe anseios, existem desejos, emoções autoestima, decepções, frustrações. Então, não é só treino, não é? Nós chegar lá pegar o aluo e ‘pauleira na academia’, não! Como o Fausto falou antes da nossa entrada aqui, né. É muito mais vou pegar esse cara levar para uma outra área. Por que não? Eu já fiz isso, peguei meus alunos e “oh, vamos para praça, vamos passear, vamos conversar, vamos sentar aqui, vamos assistir um filme”, Por que não? O meu aluno não só é meu aluno na hora do treino. Ele não é meu cliente só na hora do treino, a gente tem que pensar aquele meu cliente 24 horas por dia, eu não falei o treino apenas uma ferramenta. Mas eu posso, por que não para prescrever para ele? Eu faço isso, tá? Eu não preciso, ‘fulano, oh, esse fim de semana você vai passear com seu filho, a andar de bicicleta, tá? Domingo de manhã vai pegar a bike, alugar uma bike e vai sair com seu filho’, eu prescrevo isso ele faz, e oh, eu quero foto, tá? Manda foto aí para mim. Ela vai lá, manda foto. Quando chega na segunda-feira ‘JP, cara, amei poxa eu vou fazer isso mais vezes’. Ou seja, eu não preciso e inserir uma anilha de uma barra para fazer com que o meu aluno seja mais saudável, seja mais ativo, eu não preciso de uma sala de musculação para fazer com que o meu aluno tenha uma boa qualidade de vida, ou emagreça. E aí tá da criatividade do profissional, aí o desenvolver de um pensamento empreendedor de, como que eu posso influência esse cara, não só na academia? Como eu posso ser reconhecido não só como um professor de musculação? Como personal trainer? Mas, um influenciador de pessoas, um cara que vai lá, e faz ajuda as pessoas, e isso tudo já incluído na minha capacidade de venda, porque ele vendendo é só um objeto físico, né, onde eu entrego aqui é você, você me dá um dinheiro, uma troca monetária, não! Vender uma ideia, eu chegar precisa onde vender a ideia de que olha ‘além desses treinos que a gente faz aqui, a gente praticar outros treinos, também tem que ir para outras atividades’. Isso é venda, e venda também relacionado ‘ah, eu preciso conquistar novos alunos’, e eu me vi na situação que eu não tinha quase nenhum aluno. E agora, o que eu faço? Vou vender meu serviço de personal! Como que eu faço isso? Tem os presenciais né, tem o as ações online, uma que eu fiz muito, tá, E foi sempre funcionam bem, e aí fica aqui para o pessoal fazer, é, colocar em prática, eu não vejo facilidade, tá, para quem está assistindo aqui o essa esse bate-papo o legal aqui, para quem tá lá assistir à gravação, seguinte, é, eu não vendo facilidade, eu vendo trabalho. O que é que eu fiz? Espera aí, às vezes a gente fica louco ‘eu quero encontrar novos alunos’ aperreado... o meu Smartphone tem aqui no mínimo, no mínimo, não seja uns fãs está crescendo, mesmo tem uns 300 contato, no mínimo. Então é uma venda um a um. Ia lá pegava WhatsApp ‘Oi, fulano! Tudo bom? JP aqui. Olha só, tu sabe que eu sou personal, né?’ E aí começava a conversar com ele, como é que está treinando, tá fazendo exercício físico, acima do peso, que tá sentindo... eu começava a conversar com ele para fazer perguntas para entender melhor dele, e ele vai lá e falar com você tá pensando tudo errado, treinando, tá fazendo o quê? Eu começa a conversar, conversar, conversar, e aí oferecia o meu serviço de personal, oferecia meu serviço de consultoria. Bom, então graças a Deus, a partir do momento aqui eu consegui desenvolver outras habilidades, eu consegui voltar minha agenda, até hoje eu tenho meus alunos, e tem uns que treinam comigo, Fausto, Léo, Antônio, desde 2011, 2012, cara. E desde quando era estagiário. Tinha aqueles alunos que só treinava comigo se eu não fosse no dia, ele não treinava. Quando eu me formei, começaram a treinar comigo como personal, e estão comigo até hoje. E aí eu faço todo uma varredura, né. Qual foi o diferencial, né? Não que eu seja o melhor, não que eu seja top, não, não, é isso, não, eu só quero mostrar às pessoas o que eu fiz, essas que eu fiz que eu fiz o que é que eu ensino, tá? Eu ensino que eu nunca fiz o que eu fiz para ter esse diferencial hoje, o que eu fiz com esse pessoal que estão comigo até hoje? Porque quantos personal não têm vocês conhecem que começa a treinar com o aluno hoje dá três meses esse aluno desiste, e, às vezes, o cara muito bom tecnicamente, sensacional! O que é que cara fez que não consigo segurar esse aluno? É normalmente a gente, principalmente quando está iniciando a carreira como personal, eu pego o aluno, eu quero mostrar serviço, a sua avaliação... ah, explico para ele o que tem que fazer, né? Vou lá para academia, pauleira! Pau! Porque a gente acha que é só através do exercício intenso que eu vou dar um resultado a gente acha que é que é só através do exercício intenso que eu vou dar resultados, a gente acha que entrando na sala de musculação, e fazendo aquele alvoroço para tudo olhar, é que eu vou ser o melhor, né? Só que o aluno já está tão estressado, nível de cortisol altíssimo, ele vai lá para academia, e dou outro pau e cortisol para cima, amanhã não quer ir para academia mesmo, sabe por quê? Simplesmente ele não quer ir. E o cara tá todo inflamado, vem JP lá e desce a lenha no cara... será que é esse o caminho? Será que esse é o caminho, não é, Fausto? De chegava longe, só supino, só leg press... Vamos fazer um hit... Será que é isso? Será que, simplesmente, pegar esse cara aí, fazer uma caminhada na praça e depois de uma corridinha com ele, parar com ele, depois sentar numa lanchonete e um suco legal e conversar com ele. E nessa aí, nesse meio termo eu utilizava muito algumas ferramentas de Coaching que eu aprendi, publicados, cara, que vão pegar essa pessoa, e eu conhecia mais a pessoa quando via ela tava me convidando para casa dela para tomar café, na casa dela, ele me convidando para festa aniversário dele... Ou seja, eu extrapolei aquele ambiente prestador de serviço do cliente e virei amigo e, lógico, entre essa relação de amigos, existe o lado profissional, a gente se respeita, mas viramos amigos houve uma conexão que é o que me fez segurar esses alunos por muito tempo. Então a gente passou pela pandemia aí, eu continuei os meus alunos, e vendo o treino através de vídeos, ou fazendo chamadas em vídeo para ir lá na hora, que ele aplicando treino comigo. Eu não perdi meus alunos, enquanto grande parte perdeu, não é? Mas esses alunos estavam treinando comigo por causa do exercício em si, ou por causa da presença do JP? Por causa da forma como eu trato os meus clientes, como os melhores clientes do mundo e assim eles são, essa para mim...


Fausto Porto


Não... é não se você já foi uma aula e é uma pós-graduação aqui sim. Em todos os modos possíveis e imaginários, né? Ficou claro, olha, olha que interessante isso, você, JP, que a gente pode ver? Nós estamos aqui, nesse programa, e tem um objetivo é uma palavra mágica chamada empreendedor! Empreendedor! Olha só que loucura isso, você tocou num ponto bem interessante: os homens mais ricos do mundo, você sabe os maiores, geralmente, não são formados de nada, né, um mito dessa questão você pegar Bill Gates, você pegar Steve Jobs, se você pegar o inventor do Facebook, engraçado surgem dentro de grandes universidades ou faculdades, mas os seus proprietários, geralmente, não terminam os cursos, então é um primeiro mito que nós temos que quebrar, e eu acho que ficou claro para você, em termos de obstáculos, justamente isso, que você tinha uma formação tecnicista, uma formação técnica, é... mas faltava esse embasamento, vamos ver mais humano e mercadológico, para entender a aquela pessoa que estava a sua frente, né? E, assim, eu tenho uma preocupação, na sua fala, vendo aqui alguém só bacana balançando a cabeça, e esse cara vai longe, né, só pensando aqui com meus os meus botões, né... É porque é o seguinte, cara, é como você colocou, nós temos uma dificuldade hoje porque os nossos cursos de graduação nos formam para ser peças de reposição do mercado. Mas eu tô vendo, eu vou te perguntar daqui a pouco, é, a sua opinião, mas eu tô vendo aqui um novo essa pandemia veio para mudar tudo e todos, né? Certa forma o que mudou foi a cabeça das pessoas, e a forma de consumo. Então essa máxima de que a faculdade está preparando o novo professor de musculação para uma sala ou novo personal para trabalhar dentro de uma sala de musculação pode ser não ser uma verdade, né? Porque daqui a pouco não se quer tem academia ali, mas no que esse cara vai trabalhar? Se ele não for essa peça, então sim, nós a pensar um pouco mais nessa questão, dessa questão de empreender, né? É que você colocou bem na sua fala, que eu gostei, eu acho me corrija aqui, assim a posição que eu tenho e me corrija se você achar diferente. E nós temos um estagiário, nós temos o empregado, nós temos o interempreendedor, nós temos aí o personal que pode ser um empreendedor de necessidade, e nós temos aí o gestor, não é aquele cara que deu mandou no andar de cima, que tem um estúdio, que inventou um método, que é o empreendedor de oportunidade, aquele cara que nem a última instância uma Startup dentro do mercado do exercício, eu acho que seria essa a carreira, essa seria a carreira que a gente coloca aí. E aí o que eu quero te perguntar, tudo o que você tá falando, maravilhoso! E acho que você tá mais do que pronto para esse novo normal, e olha que interessante, com papel muito bom, que você tá trazendo. Não só você mas você tá trazendo centenas de profissionais junto com você, para o seu exemplo, é pela, pelo, o neto pelas suas práticas, você está gerindo a sua carreira e salvando uma série de isso, aí agora o que eu quero colocar para você, cara, eu gostaria de saber sua opinião sobre a questão da tecnologia, porque eu acho que a tecnologia entrou, e eu conheço a sua carreira, pois fui lá fazer espionagem básica, lá, para saber porque aqui de bom você tava fazendo, que sucesso sempre deixa, deixa suas pistas, né? Eu gostei foi do seu escritório, aquela piscina daquela vista ali, é quando você quiser me convidar para tomar um suco eu vou com todo com todo prazer, né? É uma piscina do lado, tá assim o que eu quero te perguntar, cara, quero te perguntar, para servir o seguinte, o que que você tá achando, é nós estão sendo surpreendido por cada dia quando uma novidade é, uma notícia de lançamento novo, né? O que que você tá achando da tecnologia nesse mercado? Vai bagunçar o nosso mercado? O personal vai passar ileso por isso? O que você poderia trazer para nós nessa questão do novo do novo normal, do novo moderno? O que é que muda? O que é que vai mudar nessa regra do jogo aí?



JP Lima:


Em relação à tecnologia para o seguinte: eu não sei hoje, vai sei que alguns anos à frente não sei se vai demorar muito ou não, eu sei que eu imagino que vai vir algo muito elaborado, injuntivo, até lá não sei, mas por enquanto, o que é que a tecnologia está causando? A gente tem vendo aí alguns preços entrando no mercado, já estavam, né, mas eu acho que, agora com um olho mais em cima. Por exemplo as pessoas treinaram através de aplicativos e esse aplicativo lá a sair tem um monte de funcionalidade, tem plataforma vendendo aí treinos a um personal digital por nove noventa, e outros preços aí... A primeira coisa, Fausto, quando o cara é bom, construiu uma autoridade, ele influenciou, ele não vai passar por problemas, eu penso, eu penso dessa forma, se tem um público que eu consegui atingir, se tem um público que eu impactei, não importa o valor, não importa o preço, você tem valor, né? O cara pode pagar e é isso que ele quer, ele vai pagar. Primeiro ponto é esse. Então onde eu quero chegar com isso que eu tô falando? Aquele personal trainer que é diferenciado, que pensa a frente, tem visão de mercado, se antecipa a certas situações e já tá ligado nisso, e já está se diferenciando. E aí você conhece vários exemplos. Aquela menina, Andressa eu acredito que nunca vai ser constituída, eu acho que ela nunca vai sentir, é por exemplo, esses treinos pelo smartwatch, cara ela é sensacional! Mais, muito personal trainer vão ficar para trás vão se sentir obsoletos, tem a uberização do personal trainer, né? Onde ele, vai, vai, vai feito o Uber, né? Eu não quero citar nomes aqui, mas o aluno, ele acessa lá o aplicativo, tem um personal trainer, para treinar para hora, o cara vai lá, e ganhe uma pequena parcela. Bom, para um cara que não soube se diferenciar, tá difícil e, às vezes, isso representa o leite do filho dele, né? Às vezes é a conta de energia que tem que pagar, é o complemento aluguel, e ele se submete é isso porque ele não tem, não desenvolveu outras habilidades, que eram necessários para poder se diferenciar nesse mercado. Porque um bom personal trainer não vai vender a hora aula dele a 15,00 reais. Às vezes ele é muito bom tecnicamente, e quando eu digo um bom personal trainer, não tô dizendo que, se o cara, o cara, que não vende, que o cara que não tem a hora aula a 100 a 200 reais, sei lá, ele é ruim. Não ele às vezes um cara super competente, porém não tem esse traquejo, não tem a visão empreendedora. Mas ele é muito bom, mas por não saber utilizar dessas outras ferramentas, termina sendo visto, isso na percepção do mercado, como mais uma commodity, né? E se é uma commodity não faz sentido pagar o mais caro, eu pagar mais barato. Bom então a tecnologia, ela vem, e vai impactar muito, a maior concorrência entre personal trainer é dentro de uma academia, porém dentro da academia tem o que, 4, 5 por cento da população brasileira ali, que tá os personal trainer, tudo ali, é uma concorrência ferrenha, e quem que ganha? Aquele que tem um preço mais barato. O cara que cobra mais barato, ganha daqueles que não conseguem se diferenciar. Então, vamos diferenciar pelo preço, né? ‘Para cobrar mais barato eu sou bom e vou cobrar barato’, tem nada de errado se ele acha que ele parece isso, enquanto esses personal trainer cobram caro e não conseguiu isso, ou quem sabe, do valor dele. Só que apenas cinco por cento da população tá dentro de uma academia, e o resto da população? Ativa, que é aproximadamente 35%, não sei, né? Que está fora da academia, e aqueles outros sessenta por cento das pessoas que não praticam exercícios físicos? Talvez essas novas tecnologias atinjam essas pessoas pela facilidade, a tecnologia, dentro do seu processo de evolução tem uma faixa chamada democratização, todo mundo tem acesso a uma alta tecnologia, a prova disso nosso Smartphone. Smartphone alguns anos atrás só podia ter que tinha dinheiro. Hoje tem gente que, por mais pobre que seja, tem um, tem dois, às vezes, tem até mais, né? Então isso faz parte desse modo desenvolvendo a tecnologia, é democrático, e lhe dá acesso a produtos de alta qualidade por um preço muito baixo. Então esses aplicativos, eu penso que amanhã, vai vir muita coisa aí, interessante e, que nós também podemos utilizar, tá? Não sei nunca parei para pensar nisso, mas que nós podemos pegar esse aqui ‘ó o que que eu posso usar isso aqui a meu favor’, também eu posso usar o meu favor também porque não? E se eu não vejo esse desenvolvimento como uma ameaça, eu posso te ligar para mim. Mas o Personal vai ficar ameaçado e muitos vão ficar obsoletos pela tecnologia, vai? Aqueles que são, simplesmente, Fausto, que faz treino de 10, treino de 12, Léo. Aquele cara que apareça no supino, aquele cara fez algum, né Antônio? Aquele cara aqui só chega na academia ó...pauleira! Eu peço um aluno por mais vibrador que o aluno seja, aí eu conheci alunos vibrador, que gostava de treino punk, tinha dias que eu tinha só que conversar com ele. Então é provável, e aí cabe a gente estudar esse mercado que vem aí, não é? É provável que vai impactar. Vai sim! Mas para quem tá bem no mercado, para quem sabe se diferenciar, para quem desenvolve um trabalho extra academia, para aqueles personal trainer que entendem de pessoas, que isso o aplicativo, pelo menos a inteligência artificial jamais vai substituir, até então a gente sabe, jamais no calor humano, eu sentar aqui conversar com meu vamos, e chegar cansado depois de um dia de trabalho, a gente fazer uma atividade legal ali conversar desabafar comigo, ele chorar, ele sorrir, até então, aplicativo vai fazer isso não. Então o personal trainer que é um ele é fora da curva, acreditem não vai sentir, eu acho que até pode ser melhor para ele, e ele pode se fosse, até melhor para ele, porque isso vem dividir aqueles personal de ponta, aquele personal Trainers que não estão na ponta, que não quer dizer que são ruins, não é? Mas não desenvolveram essas habilidades, e não é visto né, e tem esses aplicativos né, talvez aplicativo ele possa é criar uma margem de ‘Olha eu sei que esse aqui é premim, esse aqui não é premim’. Não sei, eu estou apenas especulando aqui, tá? Aventurando coisa que tá vendo a minha cabeça que embora. Eu sou muito disso, minha cabeça começa a rodar muito, um monte de de loucura daqui dessa, um cara louco, né? Não sei... eu acredito que... Fala Fausto... tá sem som...


Fausto Porto:


O que você... pronto? Voltou? Pronto! Eu queria ver um detalhe com você, assim, é não e, é justamente você sabe que todo empreendedor de sucesso é conhecido como louco né?

[RISOS]



Fausto Porto:

Então você já tá, já tá no caminho no caminho certo, eu tenho normal é preciso de viver e trabalhar pelas regras do status core, você vai ser simplesmente uma peça descartável no sistema. Não sei cara, eu vou te fazer aqui uma pergunta, talvez o Antônio também possa complementar essa pergunta, é eu tô vendo nesse novo futuro, talvez eu modelo híbrido, nós usamos a tecnologia... não, eu concordo com você em gênero, número e grau: aquele profissional que não souber agregar valor na sua proposta... esse... é o Rio... eu participei de uma palestra, junto com eu o Chris Parente, que ele falou o seguinte: ou você se preparam, e trabalha aprender a trabalhar com pessoas, essa linha que você tá defendendo, outra passo para mudar de profissão, né? Assim ele foi meio duro, né? Mas colocando um ponto em que nós estamos no momento em que tudo, tudo está mudando, né? E aí o que eu tô pensando e aí, talvez o Antônio também complemente a minha pergunta, seria o seguinte, cara, será que não é o momento de nossos partirmos, que o pessoal tá entendendo, eu tô ficando preocupado com uma coisa que eu tô vendo, você tá, você acompanha um marketing digital há um bom tempo ali, né? É eu vi no marketing digital um produto interessante, principalmente ali na forma lançamento uma questão, mas eu vejo um problema, que toda educação física começa apenas a vender planilhas ou infoprodutos, em última instância nós estamos fazendo transformando o nosso mercado uma commodity, que essa commodity amanhã ou depois vem um Player bilionário aí, e simplesmente, coloca seis meses gratuito no mercado. Pronto! Nós acabamos de matar todas as iniciativas do dia do dia para noite, né? Sim eu vejo essa questão da tecnologia, mas eu vejo eu modelo híbrido que você usa a tecnologia, e colocou e com bastante propriedade, você tenha aula agendada virtual, você tem os vídeos agendados ali para o cara fazer em casa, você tem a prestação da bicicleta com o filho no final de semana, e você tem um conto encontro presencial, eu tô enxergando mais ou menos por aí, você coloca alguma coisa, Antônio, nessa pergunta?


Antônio Beira:

Achei isso sensacional, diga-se de passagem, Fausto. O que acontece normalmente, né? A gente, a gente eu vou falar por mim, tá? A gente é muito extremista, ou é 8 ou 80, né? Ou é só personal, ou essa aí, ou é só online. A gente não tem esse feeling em que, às vezes, o meio-termo talvez seja o ideal, né? Então, claro é você conversar com seu aluno, ele desabafar que o cachorro dele foi atropelado, que o cachorro dele morreu, e ele começou a chorar com você, ele chorar que eu faço um supino, cara é uma coisa, né? Uma coisa transcendental, né? Você se sair realizado porque você acaba fazendo mais do que o seu trabalho. Porém, entretanto, contudo, né? É, nós na educação física, nós não temos uma formação na área de psicologia também, infelizmente lá, temos duas três matérias durante a graduação, e, às vezes a gente acaba acertando um famoso gatilho mental, e a pessoa começa a ter um certo receio de você, e acaba generalizando quando a gente acaba aceitando a questão do gatilho mental desse só aluno, né, Isso acabou acontecendo com alguns colegas meus que foram, que são personais, e acabaram acertando a esse gatilho mental do aluno. Ele olhou para personal, e falou ‘que nunca mais vou fazer atividade física’, e realmente nunca fez. Então o grande problema hoje é acertar os gatilhos mentais, dois, né? Fazer esses ‘gaps’ se eu não tô enganado para o termo em, inglês, esses gaps para conseguir uma maior aderência. A grande questão disso é, que no formato online não temos como ter é ser controle a todo momento, na all the time, então é trabalhar com a média, né, a gente acaba não trabalham nem com um extremo nem com o outro, né? Mas eu gosto desse formato híbrido, né? Ultimamente eu tô, tô parecendo com formato híbrido, por exemplo, meus alunos hoje faltaram, motivos pessoais, e eu passei o treino no formato online. Então dá para trabalhar com formato e, na questão de personal, mas temos que evoluir um pouquinho ainda mais. Não sei se concorda comigo, JP? Se quiser complementar em qualquer coisa...


JP Lima:

Eu concordo plenamente contigo, Antônio. Dentro do meu projeto, eu tenho um amigo meu que a gente desenvolve esse projeto, que é o Saulo Santana, o Saulo Santana, não sei se vocês conhecem, e ele também desenvolve trabalhos legais e com consultoria online, só que tem muita gente que vende consultório online, como um orçamento de um produto qualquer, né? Então vem de bolo ... ráaaaa.... Monte de gente compra, e aí a prescrição, é ele coloca, só coloca, ele é esse treino. Já tem um treino pronto, né? E envia. Eu não sou muito a favor de cima desse tipo de proposta, não é, não é muito meu projeto, porque eu não, faz muito menos na mente dela, então eu sou a favor que sim ele vende, o Saulo Santana vende consultoria online, mas olha, ele abre uma turma de X pessoas, atingiu esse número parou tudo. Ele passa às vezes até 15 dias sem conversar com ninguém, conversando com uma pessoa que comprou, montando um específico para cada um, seja personal, apesar da distância é um treino personalizado, e passa para todo mundo, o ou seja, então utilizando do que tem hoje, quer os lançamentos aí, não é, e através de um aplicativo no WhatsApp, que é o que ele mais usa, conversa com os alunos, passa o programa de treino, muitas vezes esses alunos ele faz um ao vivo com essa aluno, ele pede imagem do aluno treinando, a execução do exercício, então utilizando a favor dele, mas sem a venda de Março, sem aquela produção em massa, né? Chegou aqui é esse treino, chegou aqui, né, tendo dentro você não é um treino para cada um, então eu sou muito dessa área, muito eu penso muito desse lado quando eu ensino aos meus mentores a criação de produtos digitais, procura criar produtos que atendam à demanda específica, não vende algo que é para todo mundo, ver se você estuda no mercado, entende esse pessoal, faz uma pesquisa entre eles e vê como você pode ajudar esse pessoal. Então penso muito assim, sabe, Antônio, de a gente usar a tecnologia, usar as informações que a gente a favor da gente, mas sem ser muito o gatilho mental, né? ‘Compre isso, compre isso’. Lógico que essas estratégias elas entram dentro do meu processo de venda, dentro do meu processo de marketing, mas o marco é ferrenho, né? Mas eu não sou, isso não é muito a minha linha, né? Porque, de novo, porque eu sei que por trás daquilo ali tem uma pessoa, ela tá comprando no meu serviço, porque tem um objetivo, e quem é que não gosta de se sentir bem com o corpo, né? Quem é que não quer ficar feliz com seu corpo, então quando uma pessoa compra de mim, ou tem um mundo muito cuidado ao prescrever, para ela não é um treino pronto como tem gente faz. Não tô criticando, não tô falando mal das pessoas que fazem isso, não! Simplesmente não é a minha forma de trabalhar, porque de novo, para mim tem muito mais ali uma pessoa que um pedaço de carne, né? Então eu concordo contigo, assim. Eu não sei se, o que eu falei também, é deu para complementar que você fala aí, mas é eu sou muito essa linha sabe?


Leonardo Farah:

E tenho, eu tenho, é, uma na explanação aqui, no sentido dentro do que a gente tá falando, eu vejo no futuro, sendo bem sincero, a prescrição e planejamento do exercício sendo realizada pela por uma inteligência artificial, por que quantas variáveis uma máquina consegue controlar e quantas variáveis uma máquina consegue executar de... não, o ser humano consegue executar oriundo? Mal e mal a gente controla três variáveis, a gente compra logo né volume e intensidade a duração, densidade do treino. Só que para a gente lidar com o ser humano, acho que a gente tem que lidar no sentido de ‘E aí como é que você dormiu? Como é que você está? Dormiu bem? Já tomou café?’ E o cara não quer tá, não quer estar o personal, 24 horas por dia com o seu cliente, mas a máquina tá, porque, cara tá aqui ó, toda hora que o telefone. O quê eu posso utilizar, né? E aí entra no conceito de machine learning, a gente tá falando do profissional 4.0, né? internet das coisas, Inteligência Artificial, mas o conceito The Machine Leme, pessoal ainda não entendeu, né? No sentido de ‘eu tenho o telefone aplicativo e coloco lá as minhas preferências’. Eu não eu coloco qualquer ser humano do lado não consegue resolver essa equação para fornecer o melhor produto para o meu cliente. O que a gente tem que atuar? A gente tem que otimizar e isso que a máquina vai dar e investir realmente no relacionamento para entender essa questão do comportamento. Literalmente a gente atuar no hábito das pessoas, a gente, não, a gente quer mudar o hábito estando com ela a uma hora duas horas por dia, impossível não tem como a gente fazer isso. E aí que eu queria te perguntar nessa questão, JP, sobre a questão de Big Data né, própria internet das coisas como é que você faz isso dentro da tua consultoria, né? Porque você comentou que você tem o grupo de mentores, dentro da tua mentoría. Como que você prepara os teus mentoreados para essa realidade? Tá sem áudio, tem que liberar aí o volume.



JP Lima:

Então, Léo a gente veio discutindo já, eu não conversava muito com isso com eles né, e a partir do momento que eu soube dessa, da entrada desses outros grandes players no mercado, eu comecei a mandar alguns vídeos para eles, a gente vai marcar a mentoría, vou conversar com esse pessoal, né, sobre isso. E aí, cara eu concordo contigo, a tecnologia artificial ela vai prescrever com muito mais eficiência, e vem né, tem a plataforma o Opson, aí não é, onde vai deixar a vários profissionais, médicos, advogados, e engenheiros, muitos deles obsoletos, não vai substituir tudo, mais vão deixar muitos, muita gente obsoleta, né? E por que não vai ser diferente com a gente? Acredito tem que ser a mesma coisa. Então, cara, é questão de agora empreender, não tem como atual um personal trainer atuar e nesse mercado hoje, né, atuar pensando como empregado ele tem que pensar como dono, e ter visão e empreender, antecipar o mercado, saber o que é que vem, o que pode realmente ameaçar ele, o que não pode ameaçar. Uma coisa eu digo, não tem como a gente competir com uma inteligência artificial dessa que tá o dia todinho enrolado abdômen, avisando notificados, não tem como, não dá eu vou ficar, né, não dá, né? O que a gente pode fazer e é que eu vejo que é a única arma que a gente tem contra essa tecnologia, é estar do lado dele, é e a presença. Não tem sua presença Física, não é? Mas é isso saber que eu faço parte do dia a dia dele, é a pessoa o JP, é o Léo, né? É um prazer de estar do lado dessa pessoa, é um prazer de treinar através da prescrição do Antônio, é saber que o Fausto tirou parte do dia dele, e que ele vai ser tratado super bem. Lembra o que eu falei aqui? Eu gosto de tratar os meus clientes como os melhores clientes do mundo, tá? Os meus clientes são os melhores clientes do mundo! Os meus clientes são! Por quê? Porque o status, dessa eu trato eles dessa forma, e hoje eu consigo me manter dessa forma, vai vir novas tecnologias, vai ter novos avanços. O que tenho que fazer é ficar atento para saber, como que eu posso usar isso a seu favor? Competir querer bater de frente, eu acho que não dá, pelo que vem e dentro do processo da técnica de desenvolvimento e tecnologia, ela entra no processo exponencial, né, existe algumas fases, a digitalização, a decepção aí ver a disrupção, quando ele faz a curva lá sai da curva, algo disruptivo. Vem a desmonetização, que é o que o Uber fez com o mercado de taxista, é bem diferente no mercado em hotelaria e muitos outros aí, né? Vem a desmaterialização, que é o próprio Smartphone da gente eu ando com um GPS, eu ando com o banco aqui ontem com tudo né, cara, dá para gente competir com um negócio desse? Não dá! A única forma que eu tenho de competir com ele é simplesmente entendendo mais de pessoas. E aí chega esse aluno aqui e dá aquele abraço caloroso nele, é chorar com ele, é estar presente com ele, é ligar para ele, tá? Não só na academia, mas eu ligo, ‘e aí fulano, mas foi de hoje cara, me fala aí? ’ Porque tu pergunta, se amanhã ele vai treinar, né? Então preciso para chegar no treino aí eu talvez a deck, vou adequar o meu treino, outro dia hoje, né? A gente sabe que vai dormir cedo hoje, vai dormir, isso apesar do aplicativo notificar ele várias formas, mas essa forma, essa empatia não existe, né? Esse tipo de empatia não existe. Acredito que a máxima hoje é essa, a arma hoje é essa, né? E usar a criatividade para combater com esse pessoal, não é, porque bater de frente não dá, e por que não utilizar ao nosso favor, né?



Leonardo Farah:


É o que o Fausto sempre fala, né Fausto? Pessoas precisam do que, Fausto? Fala aí!


Fausto Porto:

Tem duas: pessoas precisa de pessoas, e tem duas palavrinhas mágicas, hoje que são: propósito e presença. Você tem que ter propósito com aquele ser humano que você tá trabalhando ali na sua frente, né? E vocês é que você acabou de colocar aqui bastante propriedade, você tem que estar presente né, ‘como foi seu dia, o seu aniversário é o que fez no final de semana’, toma aí ‘eu fui no numa lanchonete gostei aqui no sanduíche natural, recomendo você que vá ‘, dizer assim é, o que você falou, eu olhei gordo, o cara, eu me importo com você, estou aqui para te ajudar e para tentar transformar, transformar sua na sua vida, né, Já é o seguinte cara...



JP Lima:

.... É rápido. É só um tempinho aqui, rapidão, cara. Tem coisa que eu já fiz que é muito louco, né? Tem um casal de longe dela comigo né, eu sabia que vão fazer aniversário, aí de... acho que eram uns 12 anos juntos, né, eu liguei lá para o motel, perguntei quanto era a pernoite lá, não é qual o melhor que tinha, paguei e dei pra ele de presente. Se você presentear seus alunos, você faz, você não precisa de dias especiais, né? É simplesmente surpreender esse cara, não é? Você acha que eu, pessoalmente, vai me deixar? Jamais! Isso aí a tecnologia não substitui! Tem a ver ...





Leonarfo Farah:

Mas hoje, hoje a gente sabe que tem ameaça existe, a ameaça é real, é da Inteligência Artificial substituindo aí, justamente essa questão, na estão até provocativo, é justamente para tirar o pessoal da zona de conforto que, mesmo não tendo essa ameaça, negligência a questão do atendimento, né, tudo muito mecanizado, tudo muito militarizado, no peso daí a gente nós já conversou bastante sobre isso, né, não vem ao caso atrás de resgatar, e eu e o Fausto ele traz, né, E, até já fazendo o Merchant...


Fausto Porto:

[Risadas]


Leonarfo Farah:

Esse livro, né? [Risadas]

Não é porque a gente tá aqui conversando e tudo mais, mas o cara que é personal ele quer aprender a empreender dentro da Educação Física, vai por aqui ó, porque aqui ó, tá um compilado de tudo quanto é a história de empreendedorismo, de conceito de empreendedorismo, de planejamento específico, pra educação física, e específico para atuação do personal trainer, aqui ó, beba direto da fonte!


Fausto Porto:

Vocês estão me deixando...


Leonarfo Farah:

O bom empreendedor...


Fausto Porto:

Isso é assédio moral, você tão me deixando constrangido. [Risadas] Mas assim eu acho que, aí depois eu quero perguntar você já tá ali, você já tá lendo, se gostou de...de...de... ver, de ver, o livro, né? Todo marcado e tal, mexido...


Leonarfo Farah:

Como é que tá aqui ó: personal dá dinheiro?


Fausto Porto:

[Risadas]. Gostei, gostei! Não, é assim, eu espero, né, que você tenha gostado, aí de que tenha te, ajudado enriquecido essa cadeira, essa carreira, essa carreira, brilhante, agora você sabe que, que, uma coisa que, me chamou atenção, e, JP, eu queria ver com você cara, eu tô vendo um novo produto surgindo, que nós estamos …e outro parâmetro também, em vez, o que que você acha? Eu vou fazer uma explanação para a gente finalizar isso, eu tô vendo um movimento chegando, principalmente pós-pandemia, do bem estar, aqui assim nós temos o movimento humano para trabalhar, nós temos a atividade física, nós temos o exercício físico, o pessoal tá bitolado em vender apenas exercício físico, mas eu acho que nessa Live nós conversamos do híbrido, eu acho que a gente pode aí tá, mandar o cara dançar um forró, também pode para ele caminhar com com filho, uma atividade física recreativa e lúdica, e do por que não um exercício funcional ou uma musculação? Eu acho que é isso, se você tá vendo alguma coisa nova surgir no mercado, JP? O que você fala?


JP Lima:

Cara, olha só, eu tenho uma aluna que ela ...semana …uns 15 dias atrás ela foi ao médico, pescoço travou, travou, muita dor de cabeça e aí fez uma bateria de exame, ‘não tenho nada’, viu aquele estresse, o estresse aí, eu já preparei né, lá que se diz viajou tá voltando, agora semana que vem, vou começar a voltar da hora ela, você não tem. Sabe o que eu preparei, cara? Peguei aquela música do Padre Marcelo Rossi, é uma pessoa já tem uns 50 anos, gosta, católica, pega música do Padre Marcelo Rossi, a ginástica para Jesus, acho que é isso aí, né, onde tem uma coreografia, montei todo o repertório ali, em vez de fazer agachamento, essas coisas com ela, eu vou dançar com essa aluna, vou fazer coreografia na casa dela, na casa dela, não é na academia! Você não vai sair da sua casa, eu vou na sua casa, ou na casa dela, né, vou fazer essa aula com ela, vou dançar com ela. Ela é católica, ela gosta do Padre Marcelo Rossi, eu vou pegar algo que ela gosta muito, que eu vou fazer isso, ou seja, aquilo que a gente falou, né? E é uma forma de trabalhar saúde, é uma forma da gente, é, tirar essa ideia arraiga da mente. Porque tem muita e, se você vai ter saúde, está na academia, é muito, a gente acha que é só academia ‘eu tenho que fazer esteira, eu tenho que fazer agachamento’, não, mas muitas outras formas que a gente trabalhar isso aí, então eu já não tenho aula dessa vou falar isso na casa dela, da minha aluna, né? E aí entra no que você tá falando né, eu tô começando lá, sair nesse mundo com essa, tô saindo desse mundo para levar para ela uma qualidade de vida melhor, não é só treinar em si, é o movimento, é diversão, é brincadeiras, já passei. Eu prescrevi para meus alunos brincadeiras, para brincar de amarelinha com seu filho, para você vai brincar de pega, vai brincar de esconde-esconde, e tal, é isso por tanto tempo, eu quero uma você vai trabalhar esse tanto tempo. É como você vem falando, né, a gente tem que ir brisar, a nossa, a nossa atuação. Momento que eu preciso fazer musculação, legal, vou lá, e para musculação, e existe momento em que eu posso pegar essa pessoa e passear com ela de bicicleta, eu posso pegar ela, por que não? E chamar uns amigos meus, ou uma turma para você vai fazer uma festa, e nessa festa vai fazer um monte de aula estilo ginástica, mas vai dançar, por que não? Porque não há outras formas de levar ajudar essas pessoas, a construir saúde né, através do movimento em si. Fausto eu vejo sim, que e o caminho aponta para esse, até porque aquele personal que só vai para musculação, e sai daquele programa que tme ali, ele, ele, virou com mole, né? O cara só atua em musculação, a incomode, né, aquele cara que pega o homem faz algo diferente, criatividades, né? Conheço personal trainer aqui, que ele sempre junta no mês, vários alunos dele todo mês, vai para uma praça, bota lá um só legal, convida os professores muito bons de aula de dança, vão fazer dança. E não é dança só voltar da academia, né, ali tem forró, ali tem valsa, cara, né. Aí você pega um público aí dos 40 anos, já pensou? É um público que não gosta de academia, um pouco do idoso que não gosta, porque academia também não ambiente para eles né? Quando eu penso em fazer um exercício físico, eu quero me movimentar, seja lá qual seja a forma, o ambiente, ele pode influenciar, na academia não é um ambiente para isso, a gente tem que concordar que academia não é ambiente para idoso. Ele vai sem saber dali? Vai. Mas não é um ambiente, a iluminação lá para idoso, espaço, a gente da máquina, a música, não é para o idoso, então não se identifica ali uma vez um obeso não se identifica ali, e o obeso para emagrecer, não necessariamente tem que ser esteira e musculação, né, posso ajudar esse cara nem desse processo de várias formas. Sim, o caminho é esse o caminho, a gente começa a sair do mundo da academia, e tem uma outra ótica, para um outro ambiente, outras formas de movimentação do corpo com o intuito de ajudar seus alunos a chegar ao seu objetivo, sim Fausto, eu concordo contigo!


Leonardo Farah:

Show de bola!


Fausto Porto:

Perfeito!


Leonardo Farah:

Na reta final já do... passou rápido, né? Não sei de vocês, foi piscando aqui, foi um piscar de olhos. Vi, como de praxe, o Professor a gente tem né, algumas perguntas, né para o nosso convidado, mesmo perguntas, mas eu vou repetir, né? A primeira é: o que que você aprendeu com a pandemia?


JP Lima:

Tá sem som ... Cara, aprendi muita coisa. Aprendi muita coisa. Mas acho que, para mim é a maior lição que ficou, nessa pandemia, aquilo que eu vi que realmente, ‘Caramba isso aqui é muito forte’, é presença! Porque meus alunos estavam só, ficou todo esse período só. E aí um dos momentos de ela me falou, que ela mais gostava é o momento que ia fazer exercício comigo, não chamada ao vivo. E a presença não precisa, não, a presença física, né, mas a presença de, tá conversando com ela ali, ‘Oi e aí como é que tá o dia? Bora sair amanhã? ’, porque a gente tem dias específico de treino. Com a pandemia eu parei com isso, eu tenho que treinar com aluno hoje, treinar amanhã, mandava aluno, para treino para ele, nem tinha mais negócio de segunda, quarta e sexta, determinados horários, né, então o que eu mais fiz foi, cuidar da minha base, e como é que eu cuidei da minha base, os meus alunos? Com a minha presença. Então o que eu mais aprendi com essa pandemia, é presença, tanto que as pessoas ficaram carentes né, de um abraço, ficaram carentes de tá do lado de pessoas. Têm alguns alunos meus que voltaram agora a treinar, e aí a gente tá respeitando todas as normas, cara, a vontade de dar um abraço nesse cara é grande, mais respeito aí, e eu não faço isso, mas eu sinto, a eu é para mim é muito estranho chegar lá, diante do meu aluno, né, e não poder dar um abraço nele, coisa que a gente faz. E uma, aquele abraço caloroso, aquele aperto de mão, só bate no peito, e, infelizmente, né, ainda, não. Então, Leonardo: presença!


Leonardo Farah:

Show de bola! As questões do abraço, hein, Antônio, tem relação, né? Entre os ciclos cardíacos, ali, né? Quer falar só para pontualmente? Fala aí!


JP Lima:

Abrilhanta aí, Antônio!


Leonardo Farah:

Abrilhanta, pô! Vai, Antônio!


Antônio Beira:

Tô mais quietinho [risos]


[risos]


Leonardo Farah:

A segunda pergunta é: você faria alguma coisa diferente na sua carreira?


Antônio Beira:

Eu começaria mais cedo, se eu se eu tivesse oportunidade!


Leonardo Farah:

Aí, oh...


JP Lima:

Eu comecei, Léo, comecei na faculdade aos 27 anos, e eu queria ter começado antes, eu acredito que, se eu tivesse começado antes, cara, ia, se não é que ia mudar, né, mas eu gosto de fazer isso, e fico pensando quando comecei, assim, né, eu não tive oportunidade, eu tenho que trabalhar para botar dinheiro dentro de casa, um outro, não dava, né? Até que eu disse que é uma ponte ‘Pera aí, eu vou ficar nessa até quando? ’ Né? Então eu sempre fui um cara que trabalhei para mim mesmo, é ganhar um pouquinho, vendi água mineral na rua, cara, vendi cerveja na rua, vendia pipoca, picolé na rua, né, e até quando, eu ia com isso né, eu fui porteiro, fui zelador, e falo isso com orgulho, que eu aprendi muito com essas profissões. Fui vendedor, vendi calcinha, cara! Eu vendi calcinha, saco de calcinha, chegava ‘aqui oh, calcinha 5 reais’, vendi calcinha! Então assim é e, eu queria começar mais cedo, o que eu vi um quanto que eu gosto de fazer isso que eu faço, e você me pega, caramba, por que eu não queimei aa ponte antes né? Faltou coragem, tinha medo, porque para entrar na faculdade aqui era integral na faculdade, a federal integral, como é que eu vou trabalhar, né? Não dava, e quando entrei na faculdade, Léo eu não tinha nem dinheiro para passagem, cara, os meus amigos da faculdade, né, e agradeço a Deus por ter pessoas sempre teve pessoal de boa no meu caminho, eu agradeço a Deus, por que botou pessoas que ‘oh, JP toma aqui a passagem da semana, cara’, né. Então eu sou quem sou hoje por causa dos meus amigos, por causa das influências que eu tive, e a única coisa que eu mudaria é isso, voltar. Começar mais cedo o resto eu estou muito feliz cara!


Leonardo Farah:


Show de bola! Acredito que tudo isso que você passou né, do que você vendeu, o que você trabalhou, e tudo mais, você traz e projeta hoje na tua situação, né, esse é visível essa tua gratidão, nessa querer entregar algo que você recebeu, isso para mim, eu acredito para todo mundo que tá assistindo é nítido. E pra gente finalizar, a última pergunta é: aquele conselho né, que se conselho fosse bom a gente vendia, né não dava, mas super para os jovens, né, ou para os mais veteranos que querem ingressar nesse, trilhar nesse ambiente de empreendedorismo, qualquer sua dica essa dica de ouro, para ele pessoal?





JP Lima:


Vamos falar o aqui que me incomoda muito, eu vejo muitos profissionais sem paixão, o meu conselho é: repensa, revê os conceitos, se você não for apaixonado do que você tá fazendo, então procura outra coisa. Você fez outro tanto. Por que eu tô falando isso? Porque eu conheci muita gente que entrou na educação física, porque era mais fácil de pagar, porque gostava de treinar, só porque eu gosto de treinar, não quer dizer que eu vou ser um bom para senhora de educação física, né? Eu vi muita gente assim, eu vivenciei e vejo até hoje, vejo pessoas entrega da área, porque acha que é mais fácil e tal, né, então eu quero que eu falo para os meus mentorados: tem que ter paixão! Se você tá fazendo isso não tem paixão, você não vai ser feliz aqui, vai puxar outra coisa, conselho: paixão! Tenha paixão pelo que faz! Assim como eu sou apaixonado.


Leonardo Farah:

Show de bola! Para finalizar com chave de ouro, né? O quê que vocês acharam, Antônio Fausto?


Antônio Beira:

É.… não assim, é perfeito, né? Exatamente, isso né, como eu falei...


Leonardo Farah:

Deu uma engasgada aí, deu em um choro na garganta, aí?


Antônio Beira:

Foi, foi, foi, sim o que que poderia falar do.... do...


Leonardo Farah:

Seu um exemplo, cara isso, isso...


Fausto Porto:

Isso é a medalha da vida, esse é o troféu que faz com que essa pessoa suba, que o empreendedor aquele cara que ficar bem mereces camisa de costas né? E nós estamos na sala aí hoje um exemplo disso. Nesse período de ... que nós temos uma, uma, partícula tá muito em voga, e ele até falou que eu notei durante a fala dele, que é o replicar, ele replicou sucesso, ele replicou técnicas, ele de repente ficou conhecimento, mas nessa onda do ré, agora, eu acho que tem a questão de ressignificar a nossa atuação, como ele colocou com bastante, com bastante propriedade, a necessidade de uma ruptura do velho modelo professor de musculação, ou só o personal de musculação, isso tá com os dias os dias contados, mas aqui nós temos na sala hoje alguém e fez muito, e o que é que ele fez, ele reconfigurou a sua mente , ele deixou a mente de empregado para trás, de uma vida de superação de dificuldades, e hoje construindo a própria vida e transformando muitas outras vidas, né, então se eu diria que para finalizar essa fala, que Deus te abençoe, que cada vez mais você possa impactar mais vidas, e resgatar mais, mais, profissionais. Esse trabalho é muito bonito e não pode não pode parar, siga em frente, meu amigo é isso que tem que falar para você.


JP Lima:

Muito obrigado Fausto! Aí realmente eu faço isso por, por gratidão, porque no início eu também não tive ajuda, foi, foi, difícil, né? Mas vocês sabem que não é fácil, né? Vocês têm uns caminhos de vocês, tiverem dificuldades, se estiverem barreiras, vocês tiveram frustrações, e não foi fácil para mim. E aí graças a Deus depois de muito apanhar e aprender também muito eu consegui ter mentores. E por que não devolver isso aí meus colegas, né? Eu fico muito feliz, hoje eu recebi um áudio de um de um personal gritando cara de alegria que fechou o plano semestral com a urna mais três com uma aluna, coisa assim cara, eu fico muito feliz com isso não é. Poxa ajudei alguém né, que eu fiz puxar e, não fiz as contas, eu gosto de você dizer, não é que eu sou melhor que ninguém, não sou melhor, existe muita gente muito melhor que eu, mas tudo que eu ensino, ou que eu passei, e foi como eu consegui me superar, e graças a Deus, é replicável, que eu consegui fazer as pessoas conseguem, eu estou eu não tenho a eu não sou um pesquisador né, como você Fausto, eu não tenho a talvez, a experiência do Antônio, do Leo, mas Graças a Deus, eu tenho muita vontade de vencer na vida, não é de ajudar os meus amigos de profissão, e todo o meu trabalho hoje, né, oitenta por cento do gosto do que eu faço é para ajudar esse pessoal, e é de verdade mesmo, de ajuda, muita gente gratuitamente, e faço isso com muito carinho, cara, é a minha forma de retribuir à educação física tudo que ela proporcionou. Hoje, se eu tenho um teto, se hoje eu tenho um carro, se hoje eu tenho tranquilidade, eu tenho dinheiro guardado, se eu posso ajudar minha família, tudo isso eu devo à educação física, mas, as pessoas que me ajudaram muito e são meu maior troféu, são o meu maior troféu, né, esse é o meu maior troféu, que tem amigos, tem pessoas que me ajudaram que estavam muito comigo e hoje eu quero fazer isso para os meus, conhece porque, eu sei que tem muita gente precisa. E e fico feliz por fazer isso fico feliz, por poder ajudar, né? E sei que vocês, com esse trabalho, de fazer aqui também, é de extremo valor, e que isso ajuda muita gente. Fico muito grato e me sinto muito honrado tá, de conversar hoje aqui com o Léo, com o Antônio, e com você Fausto. É, eu comprei teu livro, eu não te conhecia, e eu tive um projeto aqui em Recife chamado: Me Formei e Agora? Pensando nesse pessoal que se forma e do mercado e não sabe o que fazer. Quando eu vi esse livro no Instagram caramba! Eu não pensei duas vezes, só não quis nem saber quem era, cliquei lá comprei chegou, depois que chegou foi fui procurar saber quem era Fausto Port. Li esse livro e foi nesse livro que eu vi, cara, eu tô no caminho certo.


Fausto Porto:

Graças a Deus!


JP Lima:

Esse livro me ajudou a ajudar pessoas, me ajudou muito tá, e me mostrou o direito, a direção é essa mesmo! Mas eu fiquei curioso, porque tem aqui livro 1, né? Livro 2, né?


[risos]

Leonardo Farah:

A coletânea


Fausto Porto:

Se Deus se Deus permitir são mais seis né, se eu tiver e Deus permitir a gente tem projeto de vir com outros, aí, agora ajudar por outros, não mais sozinho, né? Isso é pensa em convidar os colegas para escrever junto né?


JP Lima:

Então ele amanhã...



Fausto Porto:

Sim, sim, com certeza!


Leonardo Farah:

Que sensacional, hein! Poxa que, que, final de programa! E, já como tendência, de praxe né, vamos mostrar quem será o nosso convidado de semana que vem, hein? Tá lá, oh! Próxima semana o professor Henrique Nogueira, na Atuação do Personal Trainer com Pacientes Oncológicos. Então se tem alguma autoridade hoje no país que trabalhe né, que seja a personal trainer, diz que estude, pesquise, sobre a intervenção do exercício físico em pacientes oncológicos, é o Professor Henrique, de semana que vem estará batendo um papo conosco, também nessa atuação em nicho. Deu, pessoal! Foi bom? Como é que foi? Mais uma aula? Oh [aplausos]


Antônio Beira:

Muito obrigado!


Leonardo Farah:

Valeu, Professor! Muito obrigado! Obrigado, Fausto! Obrigado, Antônio! Bom e até a próxima! Tchau!


JP Lima:

A próxima! Tchau!



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