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#1 AJUSTANDO O PRESENTE, PENSANDO NO FUTURO No Mundo do Personal Trainer | Com Dr. Mozart Morais

Atualizado: 29 de abr. de 2021


#1 AJUSTANDO O PRESENTE, PENSANDO NO FUTURO No Mundo do Personal Trainer | Com Dr. Mozart Morais

No dia 30 de maio a partir das 16hs, ao vivo, 4 palestras que vão ajudar o Personal Trainer a entender a reabertura das academias e a sua atuação para o futuro. Palestrantes: - Prof. Luciano Rodrigues - CREF: 5664/9 PR - Reabertura das Academias; Video - https://www.instagram.com/tv/CAqZ0cyH​... - Prof. Antonio Andrade Jr. - CREF: 30633/9 PR - Cuidados Essenciais na Reabertura das Academias; - Dr. Mozart Morais - CRM: 30961 - Imunidade e Tratamento de Doenças Pós - Pandemia; - Prof. Fausto Porto - CREF: 1387/7 DF - Personal Trainer Empreendedor; Mediador: - Prof. Leonardo Farah - CREF: 10188/9 PR Participe de nosso Grupo VIP - Personal Empreendedor, no Telegram. Grupo destinado a divulgação de eventos, lives, bate-papo sobre o mercado de atuação do Personal Trainer e muito mais! https://t.me/personalempreendedor​ Precisando de Equipamentos para Avaliação Física - https://www.cardiomed.com.br/​ Informações adicionais sobre: Empreendedorismo, estratégia e mercado do personal trainer - https://www.trainerbrasil.com.br/​ Ouça nosso conteúdo pelo nosso Podcast - https://anchor.fm/personal-empreendedor

Leonardo Farah:

“Boa tarde, pessoal! Tudo bem com vocês? Então vamos começar essa transmissão, apresentando aqui primeiro o professor Luciano Rodrigues, personal trainer, professor universitário, né, professor Luciano? Coordenador do curso de pós-graduação e especialista em atividade física e saúde, né?

Também estamos aqui com o professor Antonio Beira né, que também é profissional de educação física, acadêmico de fisioterapia e ciências biológicas, especialista em fisiologia do exercício, prescrição do exercício clínico né? Está realizando mestrado agora, né professor? Em reabilitação, ciências da reabilitação né, melhor dizendo, e com linha de pesquisa em avaliação e reabilitação cardiopulmonar na terapia intensiva. Além dessa área acadêmica né, essa área de pesquisa, melhor dizendo, ele também é coordenador da unidade de Champagnat, da rede de academia daqui de Curitiba, a MusclePrime, tá.

Também temos conosco o doutor Mozart, Mozart Souza Lima Morais, médico formado pela PUC né, PUC Paraná, filho da PUC, como o pessoal gosta de falar, e pós-graduado em medicina esportiva pelo Instituto HCE, correto? É antropometrista também pelo ISAK né, no nível 2, o ISAK para quem não conhece é o maior Centro de Estudos em Antropometria do mundo, então muito bom isso também. É também é especialista em reposição hormonal e implantes hormonais pela Associação Brasileira de Medicina Antienvelhecimento, né?

Também temos aqui conosco o Professor Fausto Porto. O professor Fausto ele é formado em Educação Física, com 29 anos de carreira, foi conselheiro do CREF, né? Do Distrito Federal, CREF-7. Para quem é mais antigo né, dentro da Educação Física, da área da saúde em geral, nos meados do início dos anos 2000, ele fundou, foi o co-fundador né, do portal chamado saúde em movimento, tá no ar até hoje né? É autor de dois livros né, o primeiro livro do professor é como montar um estúdio de personal, o qual quem editou o livro para ele foi o Sebrae, do Distrito Federal também, e por último né, uma obra que eu li, recebi de antemão, agradeço, no passado o meu professor me enviou esse livro que é “Virei Personal, e agora?” então é, de professor a empreendedor. Então estamos aqui né nos reunindo hoje nesse bate papo porque muito se tem falado, é muita confusão está sendo gerada com relação à abertura das academias, o que eu posso, o que eu não posso, e o que que o profissional de Educação Física, pensando no pós pandemia, ele pode, que maneira ele pode atuar né, já que as academias algumas fecharam, encerraram suas atividades, outras estão passando por momentos de dificuldade e eu quero começar agora perguntando para o doutor Mozart. Doutor, tudo bem?”

Doutor Mozart Souza: “Opa. Boa tarde, Leonardo. Boa tarde, todo mundo que está online assistindo a gente.”

Leonardo Farah: “Então, queria ver contigo, que é da área médica né, uma atuação diferente da prática comum dentro da educação física, mas atuando com diversos atletas conhecidos né, do teu ponto de vista como médico, enxergando de fora a reabertura das academias, o medo né, a segurança que a população comum está tendo. O que o senhor tem a dizer? De que maneira que a gente pode abrir as academias né, respeitando.”

Doutor Mozart Souza: “Tá. Primeiro de tudo né pessoal, a gente tem que considerar que a atividade física é um serviço essencial à saúde, começa por aí né, porque o que que acontece, a atividade física é a única entidade que consegue prevenir, tratar e reabilitar de doenças ao mesmo tempo e o que se descobriu sobre o COVID-19, o coronavírus, falaram que as pessoas sedentárias foram as pessoas que mais tiveram probabilidade de contágio com formas graves, que evoluíram para grave, do corona, e a partir daí, vieram a óbito. Então primeiro de tudo o que a gente tem que entender é que as pessoas que são treinadas, as pessoas que praticam atividade física, elas estariam praticamente com uma chance menor de desenvolver a forma grave, mas não é uma pequena chance, é uma grande chance porque a atividade física estimula o sistema imune, a gente passa por aí, então é tão importante a gente ter a atividade física, ter a academia funcionando.

Número dois, é, a reabertura das academias ela segue o mesmo [inaudível] de abertura de qualquer local, você tem que manter a saúde e as questões de higiene para a gente poder ter sucesso. Então o que que a gente precisa pessoal, a gente precisa primeiramente, evitar o contágio da doença, então, usar máscara, lavar as mãos com água e sabonete, passar o álcool 70. Para praticar atividade física, a reabertura das academias agora eles pediram para permitir que no máximo 45 minutos dentro da academia, por que? Qualquer local que você se expõe muito tempo aumenta o risco de contágio com a doença. Por isso que foi definido esse tempo de 45 minutos, que equivaleria a uma hora de aula, e 15 minutos de vir a equipe de limpeza limpar a academia. Você tem que limpar o seu material depois, por que? A gente sabe que o vírus, se uma pessoa estiver contaminada e encostar no material, ele pode ficar vivo de horas, e alguns estudos dizem que fica dias ali, por isso que a ideia de fazer a limpeza do local, a assepsia de álcool 70, seja na forma de álcool líquido ou álcool em gel. Se você faz a assepsia do local, se você usa máscara, se você não compartilha água do local e tudo mais e mantém o distanciamento social, não tem justificativa para que a academia fique fechada e, graças a Deus que as pessoas entenderam isso, entenderam a importância de reabrir os locais. A gente não fala de reabertura de academia única e exclusivamente como um sistema financeiro, a gente está falando de reabertura de academia como um sistema de promoção da saúde e prevenção de doenças. Por que que surgiu o lock down né, o fechamento de tudo, porque falaram, vamos fechar tudo, vamos fazer uma quarentena, para que a gente arme o sistema de saúde, para que se tiverem doentes que desenvolvam forma grave, que o sistema de saúde esteja pronto para atender essas pessoas, mas nós sabemos que a atividade física ela é responsável por melhorar a imunidade e conseguir prevenir a forma grave de doença, a gente já deveria ter pensado nisso, na questão antes. Teve muito medo, teve muito receio, teve muito de desconhecimento, que a gente está lidando com um vírus novo, mas agora já não tem mais porque esse fechamento, nós precisamos estimular a atividade física nas pessoas”.

Leonardo Farah: “Certo. É, doutor tocou numa parte extremamente importante, em relação ao sistema imunológico né, tão sabido, a literatura comenta, que o exercício físico de baixa a moderada intensidade, ela colabora né e o que a gente viu nesse período de quarentena, bem no início, um monte de indivíduos normais né que começaram a realizar essa prática, muitas vezes sem um acompanhamento necessário. De que maneira que hoje, com tudo o que a gente está vivendo agora, seguindo próximo à reabertura das academias, né, algumas academias já começaram a reabertura, já montaram um protocolo próprio né, de acordo com os espaços que ela, espaço físico que ela tem, de que maneira que ainda o pessoal que está receoso em sair de casa, mas que o profissional ele possa tá ajudando, é, sem que tenha qualquer problema ou gerar algum dano na saúde desse indivíduo.”

Doutor Mozart Souza: “Tá. Então o que acontece aí, né pessoal. Muitas academias fecharam as portas para os personal trainers por que? Quando você pede esse distanciamento social, você pede que seja uma pessoa num espaço de pelo menos 3 metros de distância, e daí a figura do personal ele foi afastado. Para você ter a boa orientação, caso você tenha personal, a saída que algumas pessoas estão tendo é treinar na academia, fazendo vídeo chamada com o personal quando este tenha disponibilidade de fazer isso, tá? O que você falou ali, Farah, é importante citar sobre o sistema imunológico. É o que? Quando você pratica exercício de baixa a moderada intensidade, você estimula muito as suas células de defesa rápida, que matam o vírus, matam bactérias ou fungos, ou seja, isso impede que qualquer ser diferente né, bactéria, fungo ou vírus, ele penetre no seu corpo, essa é aquela imunidade rápida, e também as pessoas que praticam atividade física cronicamente, de baixa a moderada intensidade, ela também tem melhor desenvolvimento das células adaptativas, quando o seu corpo entra em contato com o vírus, é mais fácil desenvolver anticorpos e ficar imune àquele tipo específico de vírus ao longo da vida. Um paradoxo que surge na literatura é a atividade física de altíssima intensidade. Que agora né pessoal, é importante frisar, que não é hora de praticar atividade de altíssima intensidade porque nas primeiras horas que você pratica uma atividade de alta intensidade, o seu sistema imunológico ele tende a cair, que foi o caso do primeiro caso de Covid-19 notificado na Itália, que era um rapaz que jogou bola por dois dias seguidos, exercício físico extenuante, contraiu a doença, desenvolveu forma grande e veio a óbito e era um rapaz jovem, saudável, que a princípio já era bem treinado. Então assim, atividade física de altíssima intensidade não é a hora, é a hora de manter as atividades físicas, baixa a moderada intensidade. Converse bem com o seu professor para calcular a carga corretamente para que você não venha também a fazer lesão, e de readaptação de estar voltando ao treino agora, isso é muito importante, tem que ser muito bem orientado pelo seu educador físico. Se a gente não pode ter esse sistema de proximidade, o educador físico treina junto, tem que achar uma maneira de orientação verbal, por proximidade né, respeitando o distanciamento social, ou no caso das pessoas que já tem um personal trainer, eu acho que o mais viável nesse primeiro momento é o sistema de videoconferência referente ao treino, para também a gente não super popular as academias e daí desrespeitar essa ordem que estão pedindo né, que o governo pede de distanciamento social, porque até poderiam prejudicar, poderia até falar poxa estão desrespeitando o distanciamento social, vai fechar tudo de novo, não é o que a gente quer, nesse momento a gente tem que ir se adaptando ao poucos a essa nova realidade até que a gente consiga retomar tudo do jeito que era antes.”

Leonardo: “Perfeito. Vou puxar agora, vou jogar a bola para o professor Luciano. Agradeço, Doutor Mozart, a gente já volta a conversar e, sobre outro, envolvendo essa questão do Covid ainda, mas quero saber agora do Luciano, dentro da visão que ele tem, o que que impactou, o que que vai impactar essa reabertura nesse momento das academias e o que impactou também na paralisação dentro dentro desse viés macroeconômico também porque não foram só as academias que tiveram que...não está ouvindo? Opa...tá ouvindo? Melhorou agora, Luciano, está ouvindo?”

Doutor Mozart: “Aqui está dando para escutar Farah, acho que é o áudio dele.”

Leonardo: “É, bom, então eu vou fazer essa mesma pergunta, só que para o Antônio.

Luciano: “Não estou conseguindo ouvir”.

Leonardo: “Então já já eu falo com você, Luciano. Eu vou falar com o Antônio, a mesma pergunta Antonio, dentro dessa análise, o que te impactou como coordenador de uma grande rede aqui de Curitiba né, de academias, o que impactou de maneira positiva e de maneira negativa né, que não foram só as academias que fecharam, todo o comércio em si. Curitiba não chegou a entrar num sistema de Lock Down, mas boa parte do comércio onde você teve aglomerações de pessoas e isso ficou bastante restrito nesse momento e de início gerou aquele pânico, porque era muita incerteza e tudo mais, mas agora o que as pessoas falam, os clientes das academias estavam reclamando, comenta um pouco sobre isso e o que que vocês traçaram do planejamento né, dentro da rede que você atua. E aí, sendo para o Luciano também, vamos fazer essa dobradinha entre vocês dois aí, beleza?”

Antonio: “Beleza. Então, mestre, em primeiro momento o que pode se observar é medo. Foi uma pandemia do medo, tá bom? O pessoal não quer voltar para a academia. Essa é a realidade. Tem muita gente não querendo. Muita gente, certo, eu não posso falar em números de quantas pessoas cancelaram, mas muitas pessoas falaram “não me sinto seguro”. Simplesmente, quero cancelar a academia. Só volto ano que vem, se ano que vem tiver bom. Então, hoje o problema nem é mais o COVID na minha opinião, em relação à manutenção das academias, agora está sendo o medo. Tá certo? O maior problema era abrir. Agora temos que lutar contra o medo impregnado na população. Beleza?”

Leonardo: “Certo. Luciano?

Luciano: “Estou ouvindo agora. Tá me ouvindo?”

Leonardo: “Estamos ouvindo.”

Luciano: “Então, tentar puxar um pouco o contexto, desde o início desse panorama, esse contexto aí dessa epidemia, que foi decretado o fechamento dia 20 de março pelo governo estadual, e isso foi indiscutível né? Você ficar em casa em confinamento por um problema de saúde que você desconhecia, não tinha nem o que discutir né? Eu vi muitas pessoas nas duas primeiras semanas realmente ficarem em casa né, não tinha o que fazer e eu senti muita falta de direcionamento, muita falta de informação técnica científica para o pessoal. Quisera o doutor Mozart ser o nosso secretário de Saúde com essas informações sobre a importância da imunidade, do sistema imunológico estar ativo. Isso também muito tem a ver com que filtra né, no que você vê na TV, muita notícia alarmante e a gente viu um viés político, é politizar uma situação que deveria ser técnica, científica e faltou um norte melhor assim né? Passou essas duas semanas, a gente começou e eu particularmente comecei a acompanhar o Dr. Anthony Wong, que é um toxicologista de São Paulo, e ele começou a levantar estudos né, da Austrália, como que estava sendo feito, o que que o isolamento, é, o confinamento horizontal, o efeito colateral disso poderia causar, e isso no primeiro mês, começou a se discutir a parte econômica também da questão. E paralelo a esse isolamento, ele era muito a favor do isolamento vertical, que é um grupo de risco né, de pessoas com comorbidade, e porque que ele era a favor, para as pessoas sadias continuarem à ativa, isto depois do primeiro mês do isolamento, do confinamento total. Teriam que estar com a imunidade alta, para o sistema imunológico em alta, justamente para frear, para imunizar o vírus, porque o vírus, hoje eu penso, o vírus está circulante, não tem como o vírus sumir de uma hora para outra, a não ser que seja a vacina né. E você estando com a sua imunidade alta é uma forma de você frear, e ele citou a Austrália, a Austrália não fechou parques né, depois dos 20 dias em casa, eu fui dar uma caminhada no Parque Barigui, que até o ex-ministro da Saúde lá, o Mandetta recomendava para o pessoal uma caminhada ao sol, vitamina D, até para a saúde mental. Cheguei no Barigui estava fechado o parque. Eu achei bem estranho é, com a maioria da população curitibana, foi aquele susto né, mas as pessoas continuaram indo aos parques né, e a gente viu, graças a Deus, que aqui em Curitiba no Paraná era um caso à parte. Então era um caso à parte comparado com outras regiões do Brasil né, São Paulo tem todo um viés político né, não vou entrar muito nesse caso, vou focar mais aqui em Curitiba, mas a meu ver, a reabertura das academias poderiam ter começado antes porque muitas academias fecharam né, a gente tem notícias aí de academias fechadas. No início né, do decreto estadual, era quase que unânime, ninguém queria voltar para as academias, nem os empresários queriam abrir, os alunos estavam apreensivos, mas hoje eu vejo, discordo um pouquinho do professor Antonio, eu sei de cidades que academias estão fazendo novas matrículas, porque assim, ontem eu fui para academia, depois de 60 dias, mais de 60 dias, eu fui, né, eu vi o quanto isso me fez bem né, não só a parte física né, uma forma errada também que foi falado em relação às academias, que quem vai é só para estética, né, a gente sabe que não é só estética, tem muita gente com recomendação médica, de alunos que vão para a academia por recomendação médica. Então esse isolamento colateral aumentou o índice de obesidade, obesidade é um grande fator de risco para pessoas abaixo dos 60 anos. Outros efeitos colaterais que não está sendo medido que agora a gente vai infelizmente começar a ouvir os dados. Então, hoje com todas as regras que existem nas academias e nós protocolamos né, um pedido de reabertura com todas as regras de higienização e precaução de distanciamento, né. Algumas academias fazem até a mais, com um termômetro para ver a temperatura. Não foi uma recomendação de Curitiba, da Secretaria de Saúde de Curitiba, mas as academias já tinham se antecipado, algumas academias já estavam tomando esses cuidados antes do fechamento e têm um número limite, o número mínimo, ainda tem esse número mínimo de 30 por cento da capacidade das academias por horário. Então, de certa forma, eu particularmente vejo como um ambiente seguro porque está preparado para a precaução e higienização dos alunos e dos professores, como, por exemplo, vamos comparar com o transporte de ônibus, né, não tem como você ter toda essa precaução de distanciamento, de higienização constante como é nas academias. Um outro problema que eu vejo notícias assim muito alarmantes né, por causa justamente desse viés político, novamente venho falar aqui o eu senti, falta de um nível técnico melhor, tanto na Secretaria Municipal quanto na Secretaria Estadual aqui do Paraná para levar essas informações para tranquilizar a população da importância do sistema imunológico, da imunidade, como o Dr. Mozart falou. E o doutor Anthony Wong, que é um médico que eu comecei a seguir a linha dele, ele falava justamente isso as pessoas sadias têm que imunizar o vírus, a gente não pode jogar a curva muito pra frente, ela vai ter um pico, e ela vai começar a descer. Quando você confina muito todo mundo, pessoas sadias, com comorbidade, grupo de risco, você estende muito a curva. Eu não sei se o Leonardo vai conseguir passar um linkzinho de uma fala dele, que ele explica melhor isso do ponto de vista médico, então eu comecei a acompanhar a linha de raciocínio dele né. O vírus é uma coisa séria, não é brincadeira, mas também a gente tem que de certa forma saber conviver com o vírus, como que você vai conviver, se vai tomar as medidas de higiene, de precaução e vai tocar tua vida, né, vai trabalhar em trabalho com um personal trainer. Eu vi colegas trabalhando com máscara e com aquele visor, atendendo pessoas que sentiram muito a falta do exercício físico em suas vidas. E isso indiretamente tem a ver com casos de depressão, casos de obesidade que é um fator de risco para pessoas abaixo de 60, para pessoas acima de 60 anos pelo o que eu vi nos estudos aí, um fator de risco ainda a pressão alta e coronopatia. Então grupo de risco não se discute, com comorbidades realmente o isolamento dessas pessoas é muito importante, até acharem a vacina, até passar essa fase difícil para todos nós né?”

Leonardo: “Opa, exatamente isso, esse é um grande problema. E assim, a gente quer como professor, como profissional de Educação Física, quer atender as pessoas né. Infelizmente, a gente tem um viés dentro da educação física que é o viés justamente do estético né, que é minha parte e acredito que quem possa falar melhor do que eu, dessa parte de atuação mercadológica é o Professor Fausto. Tudo bem, Professor Fausto?”

Professor Fausto: “Está escutando?”

Leonardo: “Estou escutando, pode falar.”

Professor Fausto: “Isso. É, boa tarde a todos né. É, realmente ouvi aqui a colocação de vocês né, e assim, é um, o que aconteceu com o Covid foi um apagão que nós tivemos a nível mundial no mercado de exercício físico. Isso hoje tem trazido aí suas consequências, uma das maiores aí efetivamente tem trazido uma expectativa que um percentual das academias devam fechar, encerrar suas atividades. Mas nisso eu quero colocar para vocês um ponto um pouco diferente, que nós estamos vendo, estamos discutindo em cima de uma realidade de março, março antes do apagão. E aqui eu quero trazer para vocês algumas informações um pouco, um pouco diferente. Em complemento dessa discussão muito rica que vocês estão colocando com bastante propriedade, porque assim, nós olharmos hoje, nós estamos sendo afetados por um tsunami em três ondas. A primeira onda foi o apagão sanitário no qual fechou-se todas as academias. Isso aí nós passamos aí 60, 70, 80 dias com as academias fechadas, já teve um estrago grande. A segunda onda deste apagão vai ser a questão financeira que ela vai ter um desdobramento agora né, mas essa questão da quebra das academias, infelizmente isso deve continuar por mais tempo. Eu acredito que até o final do ano, os especialistas estão discutindo se entre 30 ou 40 por cento das academias de pequeno e médio porte, elas podem encerrar seus expedientes, encerrar suas atividades, com isso deixando os profissionais aí também sem aonde trabalhar. Agora assim, eu fiz uma pesquisa um pouco mais ampla para trazer para vocês aqui um detalhe, porque o que é que acontece, no momento em que as academias fecharam houve na internet, que até o próprio professor Leonardo comentando comigo sobre isso, houve uma demanda muito grande por buscas alternativas para a continuidade do exercício físico e, com isso, o nível de soluções tecnológicas que foram encontradas foi uma questão muito alta. Agora retomando a questão do apagão, historicamente na humanidade como temos guerras revoluções ou pandemias como é o caso, existe um efeito colateral disso que são os avanços tecnológicos e científicos. É, então o que que eu quero dizer com isso, nós estávamos iniciando aí a revolução 4.0, que é a Revolução do industrial [inaudível] pensando que vão voltar aos mesmos padrões antes hoje é fruto das questões de tecnologia [inaudível] vai ter um custo de 0,50 por dia para poder enfrentar. Imagina isso, né? [inaudível].

O que eu vejo são duas realidades, é o mercado atual né, o mercado atual e o mercado, o mercado potencial. O que ficou claro para nós, foi que perante essa crise, nós temos dois tipos de profissionais, então assim, a minha fala é geralmente dentro do empreendedorismo, no empreendedorismo a gente tem a questão da mentalidade, dos profissionais que ficaram esperando em casa as academias reabrirem e tivemos, por outro lado, outros profissionais que começaram a servir de uma forma contínua né [inaudível] profissionais no meio da crise aumentando o número de clientes na carteira de personal trainer, [interrupção – inaudível] a partir da pressão, porque é aquele boca a boca né? e com isso aumentando o número de profissionais [falha de som] porque a tendência pós pandemia, aonde nós vimos dezenas ou centenas de reais, nós vamos ver alguns reais, [falha de som] não está preparado para isso. Eu chamo a atenção pelo seguinte, se houver uma proposta no valor do serviço oferecido, talvez os profissionais não vão conseguir competir com isso. Nós vimos um [inaudível] trazendo como demonstração para vocês [inaudível] até 29 reais por mês e a tendência disso é baixar, né. Então, como é que fica o personal trainer [inaudível], continua, mas eu vejo nele um outro perfil que não apenas acompanhando o cliente ali dentro da academia. Hoje nós podemos observar [falha de transmissão do som]. Seria o ponto da distância da[falha de transmissão do som], nós poderíamos estar trabalhando com produtos ou serviços elaborados nesse ponto, então assim, alguns profissionais estão cuidando disso, talvez numa abordagem um pouco menos técnica, [falha de transmissão do som], fazendo o seguinte porque nessa fase que nós vamos passar [falha de transmissão do som], focado nessa questão de trazer as pessoas de forma mais lúdica né, mais emocional, trazer mais experiência para as pessoas. É isso, [falha de transmissão do som], mas nós temos que entender que o maior perigo na pandemia [falha de transmissão do som], o que você acha disso também?”

Leonardo: “O Fausto, tudo bem? Deu uma cortada no seu áudio, mas eu não sei se os demais conseguiram acompanhar o teu raciocínio, né justamente relacionado ao desafio né que o Personal Trainer ele vai ter daqui para frente e como ele vai ter que ser, como ele vai ter que empreender, pós pandemia né, ou seja, muito da tua fala o que me parece que ficou bem claro é que nesse momento, o próprio personal trainer, ele conseguiu ver que a academia ela não é o instrumento principal, ela é um meio para a sua atuação tá, então em cima disso, eu quero agora colocar para o Antônio, já que o Antônio coordena uma academia. Antonio, muito disso que o Professor Fausto comentou, como que você, dentro da unidade que você coordena, com esse anseio dos clientes e de vocês.”

Antonio: “Tá. Em relação à questão do personal dentro academia, tá bom, nós não vamos cortar a entrada, certo, eles vão contar como um ser vivo habitando dentro de uma academia, ou seja, dentro de um limite de uma pessoa a cada nove metros quadrados, é isso que saiu lá pela Secretaria de Saúde. Então, no caso da minha academia que digamos que tenha 180 metros, podem 20 pessoas por horário, contando com professor, contando com recepção, contando com o gerente, contando com o coordenador, etc e tal, aí já diminui a quantidade de pessoas por horário. Certo? Então o Personal realmente vai ter, vai ser uma dessas pessoas, tá bom? A gente não cortou ele desse cálculo. Certo? Com relação à automação, sim, nós automatizamos algumas coisas, nós atualizamos um aplicativo que já vínhamos utilizando que é o Tranning in Gym, certo. Esse aplicativo, no caso, se a pessoa tiver no Japão ela consegue fazer o treino dos nossos professores, então nós automatizamos para realmente vender essa consultoria junto, né, então ficou mais ou menos assim.”

“Leonardo: Tá. Temos uma pergunta, deixa eu colocar aqui, tá lá, a Helena, ela quer saber como diminuir esse medo dos nossos alunos, né? É, conheci diversas pessoas que ainda estão relutantes em voltar, mesmo com todas as informações de higiene e regras que serão adotadas pelas academias. Eu vou passar para o doutor Mozart responder e, depois, professor Luciano e Professor Antonio dão uma sequência.”

Doutor Mozart: “Então vamos lá pessoal, eu falei numa Live esses dias atrás que às vezes vende-se a imagem de que o vírus é um Tiranossauro Rex que a hora que você botar a cabeça para fora de casa, ele var comer a sua cabeça. Então assim, é uma doença, a gente tem que respeitar essa doença, a gente não está menosprezando, mas nós queremos buscar saúde. A partir do momento que eu entendo que atividade física é uma maneira de proteger a minha saúde eu já tiro parte desse medo. Se eu entender que eu vou colocar, que eu vou usar a medida de segurança, e esse local tá preparado para me receber, eu já não tenho mais motivos para ter medo. Pode ser que algumas pessoas realmente estão bastante temerosas, e assim, a gente sabe que na história, tem pessoa que realmente vão se esconder num bunker, embaixo da terra e vão ficar lá por 1 ou 2 anos, esperando que o mundo melhore. Só que o mundo nunca vai voltar a ser a mesma coisa, ainda que a gente tenha uma vacina, esse vírus vai mutar, e ele vai continuar circulando, ele simplesmente não vai acabar, a vacina é só para prevenir que você pegue uma forma grave dessa doença, e para esse vírus específico. Então o contágio pode ser que ele continue acontecendo, então é como o Luciano falou, a gente tem que aprender a conviver com o vírus, tem que aprender a respeitar as nossas limitações, mas ao mesmo tempo a gente não pode abandonar a nossa vida. Todos os últimos artigos científicos falaram coisas importantes que foram citadas aqui principalmente questionando como vai ficar a saúde mental das pessoas depois que o mundo reabrir. E aumentou muito ruim o índice de depressão, aumentou o índice de suicídio, aumentou o índice de crise de pânico em pessoas que, às vezes, morrem de infarto ou de derrame em casa porque estão com medo de ir a um hospital. Então as pessoas estão com medo de buscar o mundo externo, eu digo não tenham medo, desde que você cumpra a sua parte. Para tudo na vida, se eu atravessar a rua fora da faixa e, com o semáforo aberto, eu tenho risco de ser atropelado. Da mesma maneira, se eu sair de casa sem a minha máscara, sem carregar comigo meu álcool 70 para fazer assepsia, eu também tenho o risco de contaminação. Então a gente tem que aprender a viver nesse novo mundo, mas não dá para a gente ter medo, o medo ele inclusive diminui a nossa imunidade, pouca gente sabe disso, mas as reações de medo, terror, apavoramento, ele diminui a sensibilidade. Então se você tinha medo de pegar uma doença de forma grave, pode ter certeza que se você tiver contato, aí sim você tem mais chance de desenvolver. Então a gente tem que acalmar o nosso coração, primeira dica que eu dou importantíssima é evitar o sensacionalismo de mídia. Quanto menos você consome de mídia, de jornal, nesse momento, melhor. Por que? Para eu ganhar ibope, eu preciso trazer a notícia de forma que ela seja vendável, que ela chame atenção, eu conheço pessoas hoje que ficam 24 horas assistindo televisão só para ver o boletim oficial de como está funcionando a doença. A doença tá aí, a gente sabe que ela tá, então a gente tem que mudar essa nossa concepção de toda hora ficar consumindo essas notícias porque senão você realmente vai ter certeza que você vai morrer. Morrer todos nós vamos um dia, a gente só não sabe como e quando, mas eu tenho certeza que se a gente entrar no sedentarismo, se a gente ficar em casa parado, comer errado, outra coisa importante, artigo científico falando que a maior preocupação é que as pessoas começaram a comer errado e aumentaram a ingestão de bebidas alcoólicas, tanto o álcool quanto os carboidratos simples, comidas ultraprocessadas, eles também diminuem a sua imunidade e a gente sabe que a longo prazo isso também causa doenças. Eu me assustei o primeiro dia que eu fui ao mercado depois da quarentena, a prateleira de salgadinhos ela estava vazia, a estante de refrigerante e de cerveja estava vazia porque foi consumida. Mas ao mesmo tempo, fruta, verdura, carne e afins tava sobrando no mercado. Então a gente tem que começar a repensar os nossos atos, se para tudo na vida a gente tiver medo e ficar enclausurado, a vida não vai mais acontecer. Para as pessoas que são população de risco, que realmente não podem sair de casa, o professor Fausto já falou tudo, tem as novas formas de se treinar, a gente também não precisa ficar parado, né. Professor Antônio falou bem que academia dele já tem esse sistema disponibilizado de treino online para os alunos, então a gente consegue manter a nossa atividade física, desde que, como Luciano falou, a gente aprenda a conviver com a nossa realidade, então falando tudo isso, se você tiver consciência dessas coisas você deixa de ter medo. Agora, se você não escutar nada disso que a gente tá falando e continuar consumindo mídia, jornal toda hora, eu tenho certeza absoluta que isso vai encurtar o seu tempo de vida, senão de acabar pegando essa doença do covid-19, mas provavelmente pode ter uma crise de pânico, um infarto, um derrame, desenvolver um diabetes, agravar uma hipertensão, todas as doenças elas são causadas também grande parte dos nossos sentimentos, eles pioram essas doenças e o sentimento de medo é um dos piores, totalmente o medo de morrer, então essa não é a hora para gente ficar com medo, essa é a hora que a gente tem que ser racional, entender o que está acontecendo e o que precisa ser feito para melhorar. A partir daí, a gente consegue sair da caverna e consegue ver o mundo do jeito que ele tem que ser visto, mas não se deixem ser levados por informações que são colocadas de maneira para chamar mais audiência, tenho muito cuidado com isso, as pessoas estão morrendo, é óbvio que estão morrendo, mas a maneira que a notícia é dada, ela é feita para chocar, para ser sensacionalista mesmo, então tenha muita calma nessa hora. Eu particularmente prefiro é...mídia, eu leio o jornal todos os dias porque eu tenho que ler, mas eu leio o jornal escrito, eu evito assistir televisão. Por que? Quando eu leio, eu interpreto da maneira como eu quero, quando eu vejo uma notícia na TV, eu vejo pelos olhos de quem tá me apresentando, isso já faz toda a diferença né, pessoal?”

Leonardo: “Perfeito. Muito bem colocado e quero ver, querem complementar alguma coisa Luciano, Antonio, Fausto? Vamos lá, Luciano então. Tudo isso que o Dr. Mozart falou é muito importante porque traz informações, né? A mídia, muitas vezes, já tem esse panorama de sensacionalismo sensacionalista e, ainda mais, com esse problema político que a gente tem no Brasil, é...agora, do outro ponto de vista que os colegas comentaram, a outra forma de trabalho é...com o qual seria uma outra forma do personal trainer trabalhar para quem não quer ir para academia, tem um pouco de segurança nesse momento né, as formas, o atendimento online é algo que pode ser feito, tem atendimento online, outras formas, as academias tem um programa de treinamento para os alunos né, para fazer em casa, o que que eu vejo, o treino em casa, o treinamento em casa, ele é melhor que não fazer né, sem dúvida nenhuma, ele é importante principalmente para essas pessoas que estão com receio de sair em casa, é que é limitante né, não tem como você criar muitas variações, mas ele é uma forma que tem colegas que estão trabalhando só com essa forma né, outros que estão atendendo grupos de risco presencialmente em casa, com todos os devidos cuidados, e eu acho esse um papel sensacional do profissional de educação física, atender um grupo de risco que é grupo de risco duas vezes né, a gente sabe que do ponto de vista fisiológico, indivíduos acima de 60 anos, a perda da massa muscular que está ligado também com o sistema imunológico, é a queda dos níveis hormonais, a gente sabe como é importante o exercício físico na vida dessas pessoas, então o papel do profissional de educação física de ir até a casa, com os devidos cuidados é muito bom, é sensacional, é louvável. Uma coisa importante também que a gente viu nesse decorrer de reabertura de academias, o profissional de educação física deve ou deverá ser uma atividade essencial, junto com as academias, profissionais de educação física e academias devem ser essenciais na vida das pessoas, é porque a gente viu um contrassenso disso, abriu atividades essenciais bares, e restaurantes, tudo bem as pessoas precisam se alimentar, mas agora abriu bar, é isso é uma coisa que me incomodava muito e eu participei em duas reuniões, uma na prefeitura de Curitiba para tentar mostrar que as academias estavam preparadas, tinha um protocolo a ser seguido, eu mencionei isso, falei como que vocês abrem um bar né, que eu já vi, várias pessoas viram pessoas sem máscara, em aglomerações, consumindo bebida alcoólica sem os cuidados que uma academia pode ofertar. Então, é...fica né, um conselho que na verdade vai exigir a colaboração de todos né, o pessoal que vai para a academia tem que se cuidar tem, que cumprir as medidas de higienização, né. Ontem eu fui numa academia onde eu passei a recepção, eu já ganhei um pano com álcool gel para eu mesmo fazer a higienização do aparelho que eu vou usar, na marcação do chão tem em distanciamento marcado no chão, é, a parte aeróbica, a parte aeróbica é uma esteira sim outra não, para você melhorar esse distanciamento. Então são várias formas a serem feitas e importantes de se fazer e tem que ser cumpridas”.

Leonardo: “Certo, quer comentar alguma coisa, Antônio?”

Antonio: “Quero sim. Então, principalmente como instituição, certo, a academia tem que passar confiança, tá certo? Talvez seja o único jeito de uma academia trazer novamente os alunos é passar confiança, beleza? Termômetro não é essencial para reabertura? Pode não estar no decreto pela Secretaria de Saúde, porém dá uma outra visão da academia. É, realmente, vamos seguir o mesmo protocolo que você citou Luciano, sobre ganhar a flanelinha e o álcool para fazer a limpeza dos equipamentos e, cara, de verdade mesmo, se academia perder confiança nessa quarentena por qualquer motivo, ela não vai recuperar agora, os alunos estão com medo, né. Eu vou falar por mim, tá, eu faço tratamento dentário e eu fui no dentista ali bem no comecinho ali, faz três semanas, certo, primeiramente, um pano com hipoclorito, extremamente simples, não era aquele pano sanitizante né, que eles estão utilizando bastante. Pois bem, colocaram a touquinha, eu tava aí equipado com máscara, colocaram até uma meia de algodão, não sei se utilizam para cirurgia etc. e tal, porém ali eu pensei, cara, aqui eu posso ser infectado, e eu não volto mais ao dentista até dar aliviada, né, agora eu estou tendo que fazer cinco vezes mais escovação do que fazia né, eu fazia três, agora fazendo estou fazendo quinze, né. Então realmente, a academia hoje tem que passar confiança, certo? Coisa que vamos ter que você reinventar porque, vamos lá, eu fiz o teste anteontem para fazer essa palestrinha. Uma academia paga em média, por aluno, por um esguicho aproximadamente 5ml de álcool, certo, eu vou até abrir o slide rapidinho para eu não me confundir aqui, beleza? As próximas borrifadas de álcool equivalem aproximadamente 5ml e por aparelho eu gasto, aproximadamente, de seis a oito borrifadas, certo? Se eu seguir as diretrizes da ACSM, são 8 a 10 exercícios e se eu arredondar, o aluno gasta em média 100 ml de álcool por treino, ok? Vamos pensar só do ponto de vista econômico. Isso se seguir de um aluno treinando cinco vezes na semana, ele vai gastar dois litros de álcool ao mês e hoje o álcool tá R$ 9, ou seja, aumentou tíquete médio em dezoito reais de cada aluno de uma academia, tá certo? Então para passar segurança para aluno vai ter que aumentar o investimento, vai ter que aumentar investimento e isso vai repercutir consequentemente na mensalidade do aluno e, infelizmente, porque a gente pensa seriamente na atividade física para todos, certo?”

Leonardo: “Fala aí, Fausto, certo? Agora é com você, que você tem a comentar sobre essa fala do Antonio, que é justamente tua área de estudo, né? Só um pouco, que o fausto não está ouvindo, deixa eu abrir aqui...não tá ouvindo, agora sim, pode falar Fausto. Fechou de novo, que estranho. Agora sim, tá ouvindo”.

Fausto: “A questão que o professor Antônio colocou [interrupção no som].”

Leonardo: “Fausto, tá bem ruim o seu áudio. A gente vai dar sequência.”

Fausto: “Travou.”

Leonardo: “É, certo. Vamos ver agora.”

Fausto: “É, então é o seguinte, pelo custo dessa questão da [interrupção] tem que aumentar o valor na [interrupção], o que que vai acontecer, tudo indica [interrupção], isso vai fazer com que [interrupção], um descompasso [interrupção], baixando seus preços.”

Luciano: “Será que o problema é no fone...se tirar o fone?”

Leonardo: “Pode ser, então veja aí Fausto se vai funcionar ou não.”

Fausto: “Então, melhor?”

Leonardo: “Estou escutando”.

Fausto: “Perfeito, tá...realmente é isso, é um trabalho significativo [eu acredito que pós pandemia [interrupção de som].”

Leonardo: “Está travando, professor, continua...tá travando, está bem ruim de conseguir ouvir, acho que é o vídeo também trava, não só o áudio...eu vou, eu tenho uma pergunta, tenho uma pergunta que é bem pertinente que justamente que é bem de nicho né, que eu estou projetando aqui, que é do Luís Henrique, qual a opinião de vocês sobre academias que possuem um público grande de idosos e que trabalham com natação devem tomar? Eu lembro, aproveitando o gancho dessa pergunta, que bem no início da pandemia eu conversei com alguns proprietários de escolas de natação e eles falaram que pela quantidade de cloro que é utilizado, mata o vírus, enfim, e mesmo assim eles não foram ouvidos pelos órgãos competentes né, a manterem suas atividades e a gente sabe que o custo operacional de uma academia de natação é muito alto, né? Então eu quero uma conversa entre vocês da seguinte maneira, relacionando os efeitos positivos que a natação pode ter para esse público e também, em contrapartida, a relação desse custo né, como que a academia de natação vai conseguir se sustentar pós esse período de pandemia, né? Falaram muito bem sobre essa dinâmica do custo que elevou o custo operacional por causa disso, é, especificamente em idoso e natação. Quem quer falar?”

Doutor Mozart: “Eu posso falar?”

Leonardo: “Claro.”

Doutor Mozart: “Então vamos lá...coisas importantes, eu acho que se o supermercado tem horário exclusivo para a população idosa, eu acho que deveria se pensar na academia também ter horário pensando na população idosa, porque talvez no contato com jovem possa ocorrer a chance de transmissão. O que você não pode é privar essa população, que o Luciano falou já, tem várias alterações biológicas, eles não podem ficar privados das suas atividades físicas. Então, já começa por aí. Eu acho que as academias tem que tentarem pensar em horários exclusivos, para a população idosa poder continuar com os seus treinos e a natação ela é um esporte importantíssimo, por que? Quando você respira e está fazendo ali o exercício embaixo d’água você melhora muito a complacência pulmonar, melhora muito a expansão do pulmão e a capacidade de captar o oxigênio. Realmente a água em si tem um teor alto de cloro. Esse cloro é colocado para ser bactericida e virucida, então, não é para ter transmissão de doenças, o que o pessoal ficou com medo é com o que, ah mas vai que você não pode andar de máscara, e de repente, pelo seu vapor da respiração pode transmitir para outras pessoas. Gente, a gente tá...Isso é pura especulação, não tem nada cientificamente comprovado, tá? Já começa por aí. Ninguém fez um estudo científico vendo se o vapor da água da piscina ou qualquer coisa do gênero poderia carregar o coronavírus, a academia de natação segue o mesmo princípio da academia normal. É atividade física, faz bem às pessoas, e se for bem orientada não teria uma contraindicação do porquê não estar funcionando. A piscina parada, só da água ficar parada e não estar circulando no monitor ele pode estourar todo o encanamento e a pessoa perder a academia inteira, já começa por aí. A academia e a piscina têm que estar rodando direto, se a musculação ficar parado, os equipamentos começam a enferrujar também, começa a deteriorar. Então nenhuma academia foi feita para ficar parada, especialmente a natação por conta da parte hidráulica que ela tem. Então assim, eu acho que essa questão de fechar as piscinas tem muito mais de especulação do que teor científico, particularmente não achei nenhum artigo científico dizendo que atividades aquáticas aumentariam a transmissão de coronavírus, o pessoal tá se baseando talvez muito mais no medo do que outra coisa. Falaram, ah, as academias não vão poder usar o vestiário para tomar banho...mas assim, se mantém o distanciamento social, toma o seu banho fechado, se seca no seu box, para sair do box, já sai de máscara, também não vejo o porquê que não poderia estar funcionando, então novamente, a gente está muito mais no medo e na especulação do que no cientificismo, está faltando dado científico aí para a gente ver que realmente não tem nada que interfira nesse esporte funcionar. É diferente a natação de, por exemplo, jogar bola, tem algumas canchas de futebol que foram liberadas e você vai e você vê o pessoal jogando sem máscara. E o esporte que tem muito mais proximidade, que às vezes tem contato, de repente funcionando, e a natação que você pode separar, dar um espaço entre as raias para as pessoas e tudo mais, e tá fechado. Isso não faz sentido algum, e lembrando também, que é o que eu tinha falado, o cloro já protege dessa transmissão.”

Leonardo: “Perfeito. Mais alguém quer comentar alguma coisa acerca disso?”

Luciano: “É, eu concordo com o doutor Mozart, talvez, eu não sou gestor de academia, né, como professor Antonio, professor Fausto, trabalham mais nessa área, é, mas talvez levando em conta o ponto de vista econômico, dos gastos né, de que as academias vão ter, talvez uma opção seria reduzir o horário de atendimento, né, talvez seria uma das soluções. E, em relação ao grupo de risco, os idosos, talvez um horário só para atende-los como era no mercado, talvez seria uma solução, mas ainda eles não estão liberados para ir para um academia, para um ambiente público, mas eles podem ir ao mercado, então, às vezes é o que eu falo, é um contrassenso o que acontece. Mais colegas que estão atendendo em casa ou de certa forma online, é uma outra forma de trabalho, também com o personal trainer nesses dias aí, nesse período de pandemia. É, em relação à piscina, o cloro, eu vejo que, eu falei desde o início, falta muitas informações, né, informações mais sérias, mais comprometidas, não informações sensacionalistas, é isso o que falta. Mas...as academias reabriram né, faz duas semanas né, hoje é sábado, segunda-feira muitas reabriram. Muitas vão reabrir agora na segunda-feira , dia 1º né, e a expectativa ainda é das melhores, mas é um panorama novo, é um contexto novo para as academias, até mesmo se equilibrarem do ponto de vista econômico, acharem soluções e a gente acho que como profissional de educação física, procurar passar uma segurança para os alunos que desejam ir para a academia, que é um ambiente seguro, é um ambiente preparado para fazer um exercício físico, né, eu ontem treinei de máscara, né, não é muito, não é fácil treinar de máscara, não é muito confortável treinar de máscara, mas é melhor você treinar de máscara do que não treinar, né, essa é minha opinião pessoa, como praticante que sou há vinte e poucos anos aí, do treinamento de força, né, eu vejo o quanto bem me fez, de ter ido para a academia ontem, né, a parte mental, parte de bem-estar, tudo o que o exercício físico proporciona ao seu praticante, também é importante ser levado né, em conta, e vamos procurar boas informações né, eu tenho me baseado muito no doutor Anthony Wong, que é um médico que tem bastante experiência com análise de gráficos, estudos científicos, quarentena, né, tem um outro médico, que ele é deputado federal, o sobrenome Terra, que ele também tem uma certa experiência, passou pelo H1N1, só que o pessoal às vezes não segue muito por causa do viés político, porque ele é mais alinhado acho que com o presidente, então tem esse problema, mas vamos torcer para que tudo ocorra bem aí nas academias né, que elas achem soluções do ponto de vista econômico né. Em Curitiba é bem interessante, eu reparo isso há anos já, a primeira semana de frio que entrou agora, o pessoal fica em casa, né. No final da segunda semana, o pessoal começa a procurar mais academia, procurar se exercitar, até mesmo aumentar a temperatura corporal, porque se você ficar parado no frio, você não produz muita coisa, então, mas é uma expectativa que a gente tem aí e esperamos que seja a melhor possível para todos nós aí.”

Leonardo: “Você quer comentar alguma coisa, Antonio?”

Antonio: “Quero sim. Então, né, concordo no ponto, em gênero, grau e espécie do que o Doutor Mozart falou e tem um pormenor aqui em Curitiba né, são as academias de terceira idade, né...então, vamos privar essa academia de abrir, certo? Digamos assim, Hospital Cardiológico Constantini tem uma academia do coração. Todos lá são grupos de risco, tá, eu falo porque eu já trabalhei lá, todos lá são grupos de risco. Não vai poder abrir? Então, fica meio complicado essa, esse jogo de cintura com relação às questões políticas. É, só que também tem uma questão muito importante, a massificação da informação de, o que que é um grupo de risco, certo? Todo mundo é grupo de risco? Chegou um pra mim ontem querendo cancelar, ah, eu sou asmático, por sorte eu estava conversando com um amigo meu, que é fisioterapeuta de uma UTI, compartilhou no Instagram e falou: cara, seguinte...asmáticos devido à falta de produção da enzima ace2, doutor Mozart me corrija pelo amor de Deus, né, minha área não é bioquímica, minha área não é clínica, hoje eu estou só em questões gerenciais. O aluno asmático não seria grupo de risco, então afinal, o que é grupo de risco? Você poderia nos ajudar aí, doutor?”

Doutor Mozart: “Então é o seguinte, o grupo de risco nada mais é do que todas as pessoas que têm condições de desenvolver a forma grave do corona. Todos os artigos científicos apontaram que as formas graves de corona, eles acontecem em pessoas que sofrem de inflamação crônica. Na síndrome inflamatória crônica, aí a gente abre o leque, que é o paciente que, em geral, é sedentário, que se alimenta mal, o obeso, paciente que tem doenças crônicas descontroladas, hipertensão, diabetes...alguns artigos colocam o asmático no grupo de risco desde que ele esteja descontrolado, mas o descontrole da doença, em geral, ele é causado por essa síndrome inflamatória, e a inflamação crônica, em geral ela começa no intestino, ou seja, depende muito da alimentação da pessoa, por isso que eu falei tanto da importância de se manter saudável no quesito alimentar, tá. Isso são estudos que já estão vindo da Itália, eu peguei um review que veio da China, que é muito disso, que na verdade a população de risco é a população que tem mais tendência a ter essa inflamação crônica. E nesse panorama eu até poderia dizer assim, ah, se eu tenho idoso saudável, que já pratica atividade física, que não tem doenças ou com doenças controladas, em teoria ele não é mais população de risco. E daí como é que fica essa situação? Por essa linha, os com 60 anos, no meu ponto de vista, humildemente falando, ele não faz nenhum sentido, porque falaram 50, depois falaram 60, depois falaram 65, falaram 55, e não tem um consenso, porque a gente deveria olhar cada pessoa individualmente, cada pessoa como um caso em específico. Se o seu aluno é asmático, mas poxa, ele não tem crises recorrentes, ele não está tendo crise no momento, ele está estável da doença, ele já não é mais um paciente população de risco, mas isso não é um consenso nem na medicina, às vezes eu vejo os próprios médicos que já estão emitindo laudo, ah não, você, puxa, você tem uma doença x e já não pode frequentar a academia, enquanto tem outros médicos falando que não, você deve frequentar a academia. Vamos botar como exemplo, eu sou asmático, e eu estou indo para a academia todos os dias e eu não parei de treinar nenhum dia nessa quarentena, até recebi críticas por postar que eu estava correndo na rua, mesmo que de máscara, pessoal me criticando, falando, poxa você não poderia estar correndo na rua. Gente, eu sei como o meu corpo funciona, e eu sei que eu vou piorar na verdade, se eu ficar no sedentarismo. Então até essa questão de quem é o grupo de risco a gente tem que começar a discutir porque as pessoas que estão totalmente paradas e estão se alimentando mal estão com muito mais risco talvez do que o idoso que se exercita todo dia e come bem, então não tem um consenso nisso, cada caso deveria ser avaliado de maneira específica para fazer essa liberação, quando a gente fala de isolamento vertical, é afastar as pessoas que tem o maior risco de contágio, mas ao mesmo tempo, a gente deveria dar educação para essas pessoas e uma boa rotina de atividade física, de dieta, para que ela saia aí sim, desse grupo de risco, usar o critério idade, única e exclusivamente, eu acho que é um grande contrassenso. É como fazer estudo científico numa população específica e dizer que isso vale para o mundo inteiro. Não dá para dizer, um estudo científico ele tem que ser multicêntrico para ter uma validade mundial, então a gente não pode generalizar as situações aí, tá”.

Leonardo: “Essa briga que, né, essa discussão e tudo mais, aconteceu agora com a votação da presidência né, porque a sociedade ela está se tornando, a sociedade brasileira está envelhecendo mais, ou seja, tá a expectativa de vida cada vez mais aumentando, é para 2030 a expectativa, se eu não me engano é de, a expectativa de vida é para 84 anos, mas individualizar isso também é importante né, porque querendo ou não, um dos princípios do treinamento esportivo é a individualidade biológica né, ninguém é igual a ninguém e a gente tem uma máxima mesmo dentro do ambiente profissional, que é as pessoas querem a coisa pronta, elas não querem individualizar isso, e isso restringe muito também a atuação. Então, boa parte, vão fazer a nossa mea culpa aqui, que acaba não atuando da maneira individual, imagine, na prática médica eu não individualizar a dosagem do medicamento e generalizar, olha 50 mg de tão substância para todo mundo. Imagina o caos que isso iria gerar, mas alguns pontos, né, aproveitando todo esse papo que a gente está tendo, alguns pontos me chamam a atenção né, primeiro, olhando a sociedade, a população brasileira, metade da população brasileira está com sobrepeso. Então isso já chama para a nossa atenção que eu não posso ficar focado apenas com os indivíduos né, com as pessoas que estão dentro das academias. Acho que é interessante a gente olhar as pessoas que não estão na academia e elas que estão precisando mais do nosso atendimento, então o Antonio falou muito bem a questão das academias da terceira idade ou as academias ao ar livre, que estão na maioria da vezes nas praças ou junto aos parques né, o que que eu quero saber, né, de vocês? Ah, o que que a nossa atuação como profissional ela vai ajudar né, a gente já viu a questão da tecnologia, realizando vídeo conferência, eu posso por meio disso, prescrever treino, orientar o treino para esses indivíduos, ah, então de que maneira mais a gente possa, para não ficar uma coisa assim, ah é isso, vai ter o antes da pandemia, o pós pandemia, vocês arriscam a dizer, algumas mudanças de atuação personalizada no caso ou com, tem um grande personal brasileiro que fala, customizada né, um treino customizado. Comecem.”

Luciano: “Eu acho que começa, tem a ver também com a consciência das pessoas. O que que a gente viu nesse momento de pandemia? Que a obesidade ela é associada à gravidade de Covid-19, especialmente, para a população abaixo dos 61 anos de idade. Ela é caracterizada por um prejuízo da resposta imunológica, porque que é tão difícil um paciente obeso, o que que acontece com ele, a resposta imunológica dele já é baixa, por uma inflamação crônica de baixo grau, além da ventilação pulmonar comprometida, então a obesidade já tem os seus fatores e no panorama de coronavírus é mais agravante ainda, agora, a consciência da população é importante, o papel do profissional de educação física é atuante nesse problema de obesidade, também tem que ser melhor divulgada, eu acho que deveriam fazer uma campanha mais forte da importância do profissional de educação física, de uma atuação interdisciplinar com a área médica, porque esse é um problema que a gente enfrenta há tempos né, sedentarismo, o efeito colateral disso, para fechar só esse raciocínio eu quero passar um dado interessante que eu vi hoje, naquele boletim do coronavírus estadual, então no Paraná nós tivemos 4.236 casos, é o dado de ontem. 4.236 casos, 173 óbitos, isso corresponde a 4.1% de óbitos, mas nós tivemos 44% de recuperados, então esse é o tipo de notícia que a gente tem que falar mais, a quantidade, o percentual de pessoas que foram recuperadas do quadro de Covid-19, a média de idade de óbitos é de 67 anos. A média dos pacientes confirmados e recuperados são de 42 anos. Então á a população ativa que tem a ver com o que o doutor Anthony Wong fala, a população ativa, saudável, que vai de certa forma imunizar o vírus, aí bateu com esse dado, a média de idade 42 de recuperados, e teve um alto índice de recuperados, graças a Deus, de 44% e tem regiões que é maior ainda o índice de recuperação. Eu acho que isso tem que ser divulgado mais para as pessoas perderem também esse medo né, da mídia sensacionalista que só fala em morte, morte e, é claro, é um problema mas a gente tem que de certa forma enfrentar da melhor maneira possível isso.”

Leonardo: “Perfeito. É, doutor Mozart tem um compromisso agora né? Quero deixar aqui o nosso agradecimento, aqui a sua participação, a sua colaboração com o teu conhecimento, com a tua experiência prática, muito obrigado doutor.”

Doutor Mozart: “Muito obrigado a todos. Desculpa ter que me ausentar um pouquinho antes, é que eu tenho um compromisso familiar, mas eu gostaria de deixar uma última mensagem aí pra todo mundo, importante é, a gente que passar essa mensagem para frente de que o mundo não parou, o mundo não fechou, o mundo não acabou. As pessoas vão continuar sobrevivendo e como todas as doenças, infelizmente, nós vamos ter óbitos sim, mas toda a vida conta e o que a gente pode fazer para salvar vidas nós vamos fazer com garras e dentes, e a gente que atividade física é um método importantíssimo na prevenção, no tratamento e na reabilitação de qualquer doença e inclusive esse coronavírus. Então, a gente precisa manter a nossa rotina de atividade física e academia é um instrumento importantíssimo para que a gente possa desenvolver esse treino, então a gente precisa ter a retomada das academias, mantendo a segurança, como a gente falou, se a gente pode ter segurança para ir no mercado, segurança para ir ao Banco, a gente também tem segurança para poder ir à academia, a diferença é que academia, além da gente estar num estado, local que te dá prazer, você também está nutrindo a sua saúde, você não está indo se expor, você não está sendo inconsequente, você está sendo até muito consciente e honesto consigo mesmo, porque você está se cuidando e cuidando de quem você ama. Mantenha as medidas de higiene, mantenha as medidas de distanciamento social, se cuide, mas por favor, mantenha uma boa alimentação, mantenha na sua rotina a atividade física, porque isso faz muita diferença na sua saúde, a curto, médio e longo prazo.”

Leonardo: “Maravilha, obrigado doutor! Então pessoal, vamos...o seu João Batista agradeceu também o doutor Mozart pelas orientações, para quem não conhece o Bata, que é idealizador da JOPEF, já deixar de antemão aqui o nosso agradecimento à JOPEF pelo apoio que deu esse encontro nosso, a esse bate-papo. Também a Cardiomed por esse apoio. Vamos dar sequência? Então, vamos lá, pergunta para o Antonio. Antonio, qual que é a maior dificuldade que você está tendo agora na retomada, da reabertura das academias, é orientar os professores da academia ou os alunos, os clientes da academia?”

Antonio: “Os alunos. Infelizmente essa é a maior realidade, né. A questão da orientação para os alunos é extremamente difícil explicar para eles, colocar dentro da cabeça deles que a academia é um ambiente seguro, certo? E a academia nos moldes com que ela se encontra hoje é um ambiente de segurança, muito mais seguro do que um ônibus. Muito mais seguro do que um supermercado. Então, essa está sendo a maior dificuldade que eu estou encontrando hoje. E esse poder de convencimento, porque realmente sou eu lutando contra a mídia, beleza?”

Leonardo: “Quer falar alguma coisa, Luciano acerca disso? Daí agora a tua visão como personal trainer?”

Luciano: “É, eu acho que pelo fato das academias recém terem aberto novamente talvez fique uma expectativa de alguns alunos né, com receio, o que é natural, perfeitamente natural, mas eu acredito que com o desenrolar do tempo, com todas as medidas de precaução, higienização, a tendência é que quem já praticava exercício físico em academia retome suas atividades. Tem um dado interessante de um colega meu, que ele abriu academia essa semana, ele tem academia no centro. E ele teve doze ou quinze matrículas novas, então, é muito difícil você dizer, né, que não eu não vou ter aluno ou vou ter bastante matrícula, as pessoas estão vendo que precisam ativar o sistema imunológico, é muito recente né, como eu falo, vamos torcer aí como profissionais da saúde, como gestores né, de centros aí, de academias, voltado não só à saúde física, mas saúde mental para que tudo corra bem e eu acho que as academias que já estão abertas, devem talvez mostrar o dia a dia, filmar como está sendo o procedimento, relato dos alunos que estão indo para a academia, olha realmente não tem que se preocupar, estou me sentindo melhor, e lembrando, né, é uma pandemia, o vírus tá aí e a gente tem que também procurar se cuidar de todas as formas, não só através do exercício físico, mas também filtrar o que a gente vê, a boa alimentação, aquela regrinha da vovó né, boa alimentação, descanso, sono, né, e que Deus abençoe aí essa fase aí, que a gente consiga passar o mais rápido possível, não só em Curitiba, Paraná, no Brasil, mas no mundo inteiro aí.”

Leonardo: “Maravilha. Fausto, vamos tentar aí, falar alguma coisa para as considerações finais...à vontade? [...] sem áudio, Fausto.

Fausto: “[inaudível] com as academias...[inaudível].

Leonardo: “Pode...tá ouvindo, Fausto?

Fausto: “Não, o sinal tá caindo toda hora”.

Leonardo: “Não, mas tranquilo, terça-feira o senhor Fausto estará anunciando, depois ele vai tá disponibilizando o link, mas ele tá realizando uma aula sobre o Personal Empreendedor, falando sobre mercado, de modelos de atuação né, como a gente pode diversificar sendo esse profissional 4.0 como ele comenta nessa era digital. A gente antecipou uma revolução digital, a gente está nessa ideia, o pessoal comenta né que o conhecimento é a commoditie e precisa hoje a gente ser facilitador e como utilizar né, de uma maneira até colaborativa a nossa atuação dentro de mercado de trabalho né, a sociedade ela muda, a gente está vivendo essa transição e se a gente não se atentar, a gente vai se tornar, não digo nós né, a nossa profissão, mas como boa parte das profissões elas se extinguiram ao longo da história, né? Então a gente tem que se reinventar dia após dia e é isso aí. Agradeço a...vocês querem falar mais alguma coisa? Tranquilo?

Antonio: “Só tenho a agradecer mesmo pelo convite, pela presença de todos, né, foi um prazer estar aqui e espero que tenha contribuído um pouquinho para a questão da reabertura das academias.”

Leonardo: “Obrigado professor Antonio, obrigado professor Fausto, obrigado professor Luciano”

Luciano: “Foi um prazer. Parabéns aí Leo.”

Leonardo: “Tamo junto.”

Luciano: “Valeu”

Leonardo: “Tchau pessoal, obrigado, até!”

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